Vereador quer ponto eletrônico para todos os funcionários da prefeitura



Antonio Brito (PRB) fez a indicação no dia 12 de julho, e sugeriu, novamente, nesta terça-feira

A transparência no setor público é uma necessidade e um clamor de toda a população.  Uma das ferramentas que o Ministério Público indica para aumentar a facilidade do controle de freqüência dos funcionários públicos é o ponto eletrônico, que é também uma orientação em escala nacional em muitos estados e municípios, pois dá mais transparência ao gerenciamento do setor público.

Na sessão da Câmara desta terça-feira, 05, o vereador Antonio Brito lembrou que, no dia 12 de julho apresentou uma indicação legislativa para que a prefeitura instale ponto biométrico em todos os setores do poder executivo municipal.

Em setembro, o secretário de saúde, Silmar Fortes, anunciou que iria implantar o controle de ponto através da biometria para os servidores da saúde.

Hoje, todos os 3,5 mil funcionários da saúde, inclusive médicos e cargos comissionados, já possuem suas horas de trabalho registradas por meio de ponto eletrônico. A mudança começou a valer a partir do dia 1º de outubro.

Para o autor da indicação, “a implantação deste controle foi muito positiva para a Câmara Municipal. É uma segurança principalmente para nós vereadores, pois assim fica ainda mais evidente e transparente o serviço de todos. Esse sistema já funciona muito bem aqui (na Câmara), e também na Secretaria de Saúde. Diante disso, é imprescindível que a prefeitura estenda esse controle a todos os outros setores do governo”, disse Antonio Brito.

Ponto eletrônico biométrico é o recurso que está sendo implantado também pela prefeitura de São Paulo para identificar funcionários fantasmas. Os relógios que identificam os funcionários por leitura de digital devem diminuir a quantidade de faltas e revelar os que não exercem as funções para as quais foram contratados.

Segundo Brito, “se algum vereador quiser fiscalizar a freqüência de algum funcionário da prefeitura, não há como. Isso é muito ruim, pois fere o princípio da transparência”, disse o vereador.

Esse serviço já está implantado na Câmara Municipal desde o dia 19 de julho por determinação do juiz Jorge Luiz Martins, da 4ª Vara Cível da Comarca de Petrópolis.