Funcionária do Hospital Alcides Carneiro responsável pela entrega das refeições decidiu adicionar amor ao trabalho. Olha no que deu...



Ana Cristina  ao lado dos amigos Srª Suely Pinto e SrºJosé Antonio (in memorian)

Qual é o preço de um sorriso ou um gesto cordial? “Eu cuido dos pacientes como eu gostaria de ser tratada”, afirma Ana Cristina do Rosário Fernandes, auxiliar de serviços internos e externos do setor de nutrição do Hospital Alcides Carneiro (HAC), maior hospital público do município. 

Há alguns dias estive no HAC acompanhando minha esposa e não pude deixar de notar a Srª Ana. Não a Ana Maria, Ana Claudia, Ana Beatriz... A Ana que brincava com pacientes nos intervalos entre uma dor ou outra. A Ana que jamais se negava a fazer um agrado frisando que “mudar isso ou aquilo” é possível sim, mas dentro da dieta. Bastava esperar um pouquinho. Uma Ana que entregava as refeições em um, dois, dez, tantos quartos que perdi a conta. Mesmo assim, ao final de seu turno conseguia passar na sala de TV com uma palavra amável para os acompanhantes cansados e alguns profundamente tristes. 

É... Lá estava eu! 

Trabalhando no Alcides Carneiro desde agosto de 2009, entre tantos bons funcionários que encontrei naquele Hospital, escolhi Ana que, em minha modesta opinião, representa bem o espírito fraternal esperado de qualquer ser humano no cuidado com seus irmãos. 

Em um hospital tão grande existem muitas histórias de todos os tipos. Tristes, felizes e aquelas que foram esquecidas como apenas um susto. 

Em suas próprias palavras, “de origem humilde”, Ana Cristina cuidou dos pais e aprendeu a lidar com a dor dos outros.

“Fazer um ambiente melhor nesse lugar de tanta dor, expectativa e morte é fundamental para os pacientes e seus acompanhantes. Se você faz o ambiente se tornar mais humano alivia um pouco. Nem que seja por um momento. Foi assim que aprendi com a minha mãe e assim consegui fazer amigos, alguns mantenho contato até hoje pelas redes sociais”, conta a moradora de Corrêas.

Criar laços de amizade com pacientes têm dois lados. Não é fácil deixar uma pessoa querida partir.

“É doloroso, mas a lembrança e o carinho dos amigos e parentes ficam”, completa.

Este texto é uma homenagem a todos os profissionais do Hospital Alcides Carneiro (HAC) – salvo raríssimas exceções – da portaria ao Centro Cirúrgico encontrei muitas “Anas”. Gente que cuida de gente com respeito!

OBRIGADO A TODOS PELO CARINHO COM A MINHA ESPOSA!