Saiba por que os exames de AIE e Mormo serão obrigatórios em cavalos de Petrópolis, RJ.



Por Eduardo Ferreira

Na segunda semana de novembro, uma reunião convocada pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária, Pesca e Abastecimento aconteceu na sede da CPTrans, no Centro. Além de representantes da Companhia, responsável pela fiscalização dos veículos movidos à tração animal utilizados nas “Vitórias” (tradicionais charretes), participaram também representantes da Coordenadoria de Bem-estar Animal (Cobea), agora subordinada à Secretaria de Serviços, Segurança e Ordem Pública (SSOP). Em pauta, a obrigatoriedade de exames de Mormo e Anemia Infecciosa Equina (AIE) em cavalos do município a cada dois meses – começando na primeira semana de dezembro.  Este controle faz parte do “Programa Nacional de Sanidade dos Equídeos”, que visa prevenir, controlar ou erradicar doenças. 

Referência: Resolução nº.001 de 18 de out de 2000 e DFA/RJ n.252 de 1998 – Art. 15

PARA QUE VOCÊ ENTENDA A GRAVIDADE DO ASSUNTO 

Mormo

O Mormo, também chamado de “Lamparão”, é uma doença respiratória dos cavalos causada por uma bactéria chamada Burkholderia Mallei e é ZOONÓTICA (vide Zoonoses). Em outras palavras, é transmitida entre humanos e animais, no caso, cavalos e outros equídeos (vide Nomes técnicos dos animais domésticos). EM HUMANOS, INCLUSIVE, CAUSA UMA DOENÇA GERALMENTE GRAVE E MUITAS VEZES FATAL. No caso de animais positivos para mormo também é indicada a eutanásia e interdição do local pelo MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento). 

AIE

O AIE é a Anemia Infecciosa Equina. É uma doença causada por um vírus chamado de vírus da anemia infecciosa equina, transmitida através de uma mosca hematófaga (que se alimenta de sangue) e a qual gera anemia e algumas outras alterações como febre, apatia, dentre outras nos cavalos. No Brasil há um programa de erradicação dessa doença em que todo animal tem que ser testado para esta doença e ter o exame negativo dentro da validade para circular com o animal.  Caso algum animal dê positivo no exame, ele é sacrificado e o local interditado por determinado período de tempo.

NA PRÁTICA:

Segundo fontes, no caso dos animais utilizados nas “Vitórias”, o sangue será coletado mediante a presença de veterinários da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária, Pesca e Abastecimento, do médico veterinário responsável da prefeitura atuante na COBEA, fiscais da CPTrans e dos proprietários, com o uso de um Leitor Óptico Digital para a garantia das amostras recolhidas.

Para os demais animais, a Prefeitura de Petrópolis terá que estabelecer um controle para garantir a realização dos exames e a fiscalização.