Prefeitura deposita mais 12,5% do 13º salário nas contas de 12 mil servidores – aposentados e pensionistas



Ascom / A prefeitura está depositando nesta quinta-feira (30.11) R$ 4,3 milhões nas contas de 12 mil servidores – aposentados e pensionistas – que corresponde a mais uma parcela, de 12,5%, do 13º salário de 2017.  A primeira parcela, de 25%, que significam R$ 8,7 milhões, foi depositada em julho.  Com os dois depósitos são R$ 13,1 milhão em pagamentos de 37,5% do abono de Natal.

O esforço da prefeitura, além da manutenção dos salários em dia, é pela quitação do restante do 13º em dezembro.  O prefeito Bernardo Rossi lembra que 22 cidades fluminenses estão com as folhas de pagamento atrasadas e Petrópolis mantém os vencimentos em dia com a expectativa de quitar em dezembro a totalidade do 13º salário.  A folha de pagamento da prefeitura alcança em 2017, R$ 490 milhões, considerando o 13º salário. 

No ano passado, o 13º salário foi quitado com metade dos recursos sendo arrestados das contas da prefeitura pela Justiça. Isto acarretou prejuízos nas finanças deste ano, pois a prefeitura teve de devolver às contas arrestadas, de recursos federais, e até da merenda escolar, as verbas retiradas.  Além disso, metade da folha de dezembro de 2016, não foi empenhada, recursos que tiveram de ser providenciados e pagos pela atual gestão.

“Estamos mantendo a austeridade, pacote lançado dia 6 de outubro, que cortou salários de cargos comissionados, adiou o pagamento desta parcela de trabalhadores e sem contar a reforma administrativa que cortou 278 cargos no início do ano. É um esforço grande para economizar e, ao mesmo tempo, pagar as contas para manter os serviços básicos à população além de quitar as dívidas de R$ 766 milhões acumuladas nas gestões passadas”, afirma Bernardo Rossi.

Em dívidas de administrações passadas, a prefeitura quitou à vista R$ 28 milhões.  Deste montante eram de salários e 13° salário do Hospital Alcides Carneiro de 2016, valor de R$ 3,6 milhões e mais R$ 3,9 milhões de empréstimos consignados dos servidores descontados dos funcionários e que deixaram de ser repassados aos bancos.

Mais R$ 258 milhões em dívidas foram parcelados. Isto gera uma despesa mensal de R$ 8 milhões, só em pagamento de dívidas. “São dívidas de todos os tipos, com fornecedores de remédio, exames, merenda e muitos itens básicos, que não podem faltar. Então, era necessário fazer parcelamentos para manter os serviços”, aponta Bernardo Rossi.

As despesas este ano, chegam a R$ 954 milhões contra uma arrecadação de R$ 783 milhões. Para garantir investimentos na construção de UBS, quadras e contenção de encostas, por exemplo, a prefeitura precisou negociar dívidas e manter os parcelamentos em dia para receber recursos federais.