Prefeito afirma que vai fiscalizar pessoalmente as UPAs e exigir o cumprimento do contrato



Em encontro solicitado pela prefeitura, o titular da 4ª Vara Cível, juiz Jorge Martins, reuniu nesta terça-feira (17.10) a administração pública municipal e representantes do consórcio que gere as duas UPAs da cidade. "As UPAs precisam de pleno funcionamento e assim será. É um compromisso com a população", frisou o prefeito Bernardo Rossi, presente à reunião. Ele destacou a fiscalização do judiciário, com o juiz Jorge Martins pessoalmente nas duas unidades ao longo do feriado.  Em 26 dias de nova gestão são cerca de 12 mil atendimentos nas duas unidades.  Nesta terça-feira, o atendimento teve o quadro completo de clínicos e pediatras – 4 e 3, respectivamente – em cada unidade, conforme protocolo do Ministério da Saúde.

"A prioridade é o funcionamento das UPAs e a reunião é a oportunidade para que todos os envolvidos acertem o passo", classifica Bernardo Rossi que vai estar pessoalmente nas unidades nos próximos dias. “Ouvimos as dificuldades do início da operação, uma transição da antiga para a nova administração das unidades bem traumática, porém como gestor da cidade a minha obrigação é fiscalizar e exigir o cumprimento do contrato. E isso estamos fazendo para chegar ao objetivo do funcionamento adequado das unidades”, afirma.

O prefeito destacou, além da fiscalização do judiciário, o acompanhamento das três primeiras semanas de atuação do consórcio Saúde Legal que venceu a licitação. São nove notificações já efetuadas pela Secretaria de Saúde contra o consórcio cobrando adequação.  O juiz Jorge Martins exemplificou problemas como médicos vindos de outras cidades com atraso para assumir plantões e médicos que chegaram a fazer 36 horas de trabalho ininterruptas. “Falo dos problemas que verifiquei “in loco”, nas vistorias que realizei no feriado, e que muitas vezes não chegaram ao prefeito”, relatou o juiz.

Na condução da reunião, o titular da 4ª Vara Cível deu voz a todos os presentes. “Estão franqueadas as manifestações com o objetivo de dar transparência e atingir o objetivo, que é garantir a saúde à população”, frisou.

“O juiz Jorge Martins no exercício de sua função dispensa qualquer apoio da prefeitura para fiscalizar, mas assim como todos da administração quer o bem de Petrópolis, e por isso estamos remando para o mesmo lado, que é por uma cidade melhor”, destacou Bernardo Rossi.

Na reunião, o consórcio teve a oportunidade de revelar os entraves ao pleno funcionamento das UPAs: "greve branca dos médicos, boatos de que não seriam pagos os colaboradores e recusa dos médicos locais. Tudo isso dificultou, relatou Anderson Duartes, gerente de operações da Renacoop que administra os recursos humanos das UPAs.

Pelo menos 100 médicos de Petrópolis recusaram adesão à cooperativa no início, número que caiu para 29 depois da incursão do juiz nas unidades e após a quitação do primeiro pagamento - R$ 9 mil para os médicos.

"Houve muita má fé na divulgação de dados falsos  que influenciaram os médicos da cidade. Eles agora têm a oportunidade de conhecer a gestão, a meta de boa gestão das UPAs.  E agora começamos a ajustar o funcionamento das unidades", completou Anderson Duarte.

"Todas as justificativas são válidas, foram ouvidas e levadas em consideração, mas a fiscalização não vai afrouxar”, antecipa Bernardo Rossi. O pleno funcionamento das UPAs é garantido com uma equipe de 77 médicos. “A preferência de adesão à cooperativa é dos médicos de Petrópolis. Concordamos com essa premissa da prefeitura mesmo tendo prejudicado os primeiros dias de funcionamento”, acrescentou Anderson Duarte.