Servidores de Petrópolis, RJ, poderão ter plano de saúde descontado da folha



Philippe Fernandes / Diário de Petrópolis

Os vereadores aprovaram ontem, em segunda discussão, por 12 votos, projeto de lei enviado pelo governo municipal, que permite aos servidores públicos de Petrópolis o desconto, na folha de pagamento, como empréstimo consignado, de financiamento de imóveis, planos de saúde e odontológicos e o acesso a universidades particulares. O projeto foi tratado como uma grande conquista para os servidores, que, tendo os valores descontados do contracheque, terão das empresas de financiamento a garantia da adimplência, podendo ter taxas e valores reduzidos.

O projeto gerou debate antes da aprovação. O presidente da Câmara, vereador Paulo Igor (PMDB), disse que este é um dia para ser comemorado pelos servidores.

- É um projeto simples, que demorou para acontecer e leva benefício direto para os servidores. Os bancos podem não aceitar ou cobrar mais caro pelos financiamentos de imóveis se não for por empréstimo consignado. O projeto ajuda a aumentar a concorrência, porque permite que a pessoa faça a contratação com qualquer instituição financeira que esteja registrada no Banco Central. Com isso, a tendência é haver uma baixa na taxa de juros praticada atualmente – disse.

Paulo Igor também destacou a possibilidade de consignar planos de saúde e odontológico para todos os familiares, dizendo que “todo mundo ganha” com esta nova possibilidade.

O vereador Reinaldo Meirelles (PP) também comemorou a medida, destacando que esta era uma demanda antiga dos servidores municipais.

- Fui presidente da Comissão dos Servidores Públicos na legislatura passada, e há muito tempo essa era uma demanda dos funcionários públicos. É uma demonstração de criatividade em um momento de crise, buscando trazer, de forma sensata, um benefício para os servidores municipais – diz o vereador.
A única ressalva ao projeto foi feita pelo vereador Leandro Azevedo (PSB). Ele é a favor da medida, mas mostrou preocupação com o limite do valor que pode ser consignado – de 70% da renda bruta do servidor. Apesar de entender que a responsabilidade em contrair um empréstimo com valor alto será do próprio servidor, ele criticou a medida.

- Me preocupa o limite de 70% da renda bruta. Sei que a responsabilidade é do servidor, mas isso pode acabar complicando a vida das famílias, que podem ficar sem condição de pagar as demais contas se contraírem consignados com valor tão alto – disse.

O vereador Marcelo da Silveira (PSB) concordou com a ponderação de Azevedo. Outros vereadores, como Wanderley Taboada (PTB) e Justino do Raio-X (PMDB) destacaram, no entanto, que o benefício para quem tem responsabilidade e sabe usar.

Taboada destacou que a medida garante abertura para que os servidores possam ter planos de saúde na modalidade empresarial, que oferecem valores mais vantajosos que os planos para pessoa física.