domingo, 13 de agosto de 2017

R$ 766 milhões em dívidas: Estudo da Firjan mostra Petrópolis entre municípios com crise fiscal em 2016



Aumentar a capacidade de investimentos para os próximos anos. O desafio da atual administração da prefeitura desde os primeiros dias de governo foi traduzido em números e confirmado por um estudo divulgado nesta sexta-feira (11.08) pela Firjan.  O Índice Firjan de Gestão Fiscal mostra que Petrópolis teve em 2016 apenas 2,8% de investimentos, o que colocou a cidade na categoria “D” do estudo - entre os municípios com gestão fiscal crítica. “Aumentar a capacidade de investimentos é um dos nossos principais desafios. Todas as secretarias têm trabalhado para isso. É uma questão urgente, pois reflete na qualidade dos serviços oferecidos à população e também na infraestrutura da cidade”, afirma o prefeito Bernardo Rossi.

O desafio de reverter os números é ainda maior frente à dívida acumulada por gestões anteriores, que alcança R$ 766 milhões – quase o total do orçamento do município para este ano, que é de R$ 881 milhões - e a previsão de déficit anual de R$ 102,9 milhões, considerando somente os parcelamentos de dívidas.

“A equipe dedicou um tempo precioso nos primeiros meses de governo, levantando dívidas, buscando formas de equilibrar as contas e tentando recuperar recursos federais que foram perdidos pela gestão anterior. Meses de trabalho que poderiam ter sido investidos em projetos para o crescimento e desenvolvimento da cidade, mas que precisamos dedicar à organização das coisas. Porque é como em uma casa, para que você possa pensar em ampliar a construção e fazer mais um pavimento, é preciso que a base esteja firme. O que estamos fazendo é organizar as coisas para que o município volte a crescer”, considera o prefeito.

O IFGF é fechado com base na avaliação de cinco indicadores: receita própria (capacidade de arrecadação), gastos com pessoal, investimentos, liquidez (dívidas acumuladas do ano anterior) e o custo da dívida. Cada um dos itens avaliados recebe pontuação que varia de zero a um - quanto mais próximo de um, melhor o resultado.

A partir da pontuação os municípios recebem conceitos, entre A e D. A avaliação A é dada aos municípios nos quais se identifica uma gestão de excelência (0,8 a 1). O conceito B é dado às cidades que tiveram avaliação boa (0,6 a 0,8), seguido pelo C, aqueles com gestão difícil (0,4 a 0,6) e D (zero a 0,4), para aqueles que tiveram situação crítica.

“Analisando os resultados, em especial no que diz respeito às cidades que tiveram melhor desempenho, verificamos que se saem melhor àqueles que sediam empresas. Isso confirma que estamos no caminho certo, em nossa meta de criar um ambiente favorável para atrair empresas para Petrópolis”, avalia o prefeito Bernardo Rossi, lembrando que, até o início deste mês, 995 novos alvarás de funcionamento já haviam sido emitidos pela Secretaria de Fazenda. Os novos negócios estão nos setores de tecnologia, imobiliária, comércio, eventos, áreas de clínica médicas e odontológicas.

Outra frente importante para alavancar a recuperação financeira do município é o turismo. “As atividades ligadas ao turismo aumentam a arrecadação de ISS, que é uma das principais fontes de arrecadação própria do município. O resultado do estudo também aponta que cidades com potencial turístico são melhor avaliadas. Isso confirma que acertamos ao investir no desenvolvimento deste segmento”, considera o prefeito Bernardo Rossi.

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