sexta-feira, 28 de julho de 2017

Traficantes da Baixada Fluminense são presos pela PM em Petrópolis



Com extensa ficha criminal, dois homens oriundos de favelas da Baixada Fluminense foram presos pela Polícia Militar, na Rua Eugênio Zanata, na Comunidade de Vila Leopoldina, em Pedro do Rio. Um deles é apontado como chefe do movimento do tráfico de drogas que funciona na região.

Apenas cinco cápsulas de cocaína foram apreendidas, mas, os dois foram apontados por usuários de drogas como os responsáveis pela venda. A operação foi desencadeada pelo subtenente Ferreira, junto com o sargento Cláudio e cabo Aubrick. Foram denúncias anônimas que garantiram o resultado da ação.

Os policiais entraram na comunidade por volta das 14h30 e logo abordaram os suspeitos. Um deles é morador da Favela Vai Quem Quer, em Duque de Caxias e possui anotações criminais por tráfico de drogas e posse e uso de substância entorpecente.

Reforço no policiamento

A prisão dos dois traficantes joga luz sobre uma realidade que já faz parte do cotidiano da cidade: a vinda de bandidos de outros municípios, principalmente da Região Metropolitana, que cometem crimes na cidade.

O mais recente foi o assalto ao hipermercado Extra do bairro Quitandinha, no último sábado (21). Uma quadrilha de assaltantes invadiu a loja, roubou 16 telefones celulares e tentou uma fuga cinematográfica pela Rua General Rondon e Rodovia BR-040. Os homens trocaram tiros com a Polícia Rodoviária Federal e um deles, identificado como Alexsandro de Jesus Montenegro Silva, de 19 anos, foi preso. Outros quatro homens conseguiram fugir, depois de abandonarem na estrada o carro que usaram no crime e roubarem outro para descer a serra.

O homem preso é acusado de ter esfaqueado o médico Jaime Gold, na Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio de Janeiro, em 2015. Na época, a Polícia Civil apurou que ele foi abordado por dois adolescentes e mesmo sem reagir, foi esfaqueado na barriga e no braço. O crime chocou o país.

Procurado pelo Diário, o comandante do 26º Batalhão de Polícia Militar, Oderlei Santos, destacou que, em abril, policiais voltaram a atuar nas entradas da cidade (Bingen e Quitandinha). Ele citou outras ações, como o reforço de moto-patrulhas nos distritos; o reforço das viaturas no destacamento de Cascatinha e Corrêas; além da instalação do trailer de policiamento na Rua Irmão D’Ângelo, no Centro. O comandante destacou que as ações acontecem com o apoio da população de Petrópolis, no reconhecimento e na colaboração na logística das viaturas, através do Conselho Comunitário de Segurança.

No domingo, o Diário alertou para a necessidade de reforçar o policiamento nas principais entradas da cidade. Autoridades e representantes da sociedade civil organizada destacaram a importância de medidas de proteção.

- Há uma carência do número de policiais. No entanto, o que pode ser feito, está sendo feito pelas forças de segurança e pela sociedade civil organizada, por meio do Conselho Comunitário de Segurança. Reforçar as entradas da cidade é importante, pois coíbe a vinda dos bandidos – disse o presidente do Sindicato do Comércio Varejista e secretário de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda, Marcelo Fiorini.

O presidente do Conselho Comunitário de Segurança (CCS – Aisp 26), Lédio Ferreira, lamentou o fato, destacando que a cidade não está acostumada com esse tipo de ação.

- É lamentável o que aconteceu na noite deste sábado, pois não estamos acostumados com esse tipo de ação criminosa. Esses bandidos são de fora da cidade e vem para cá apenas para cometer esse tipo de delito. Mas vale ressaltar que as polícias (militar e civil) estão integradas e trabalhando para coibir novos crimes – afirmou.

Outra medida necessária é o reforço do número de policiais, de acordo com o vereador Leandro Azevedo.

- Petrópolis ainda é uma das cidades mais seguras de todo o Rio de Janeiro e tenho certeza que o 26º BPM está fazendo o que pode para mantê-la dessa forma. No entanto, precisamos cobrar medidas mais enérgicas do Estado, reforço no efetivo humano e no número de viaturas. Tenho participado das reuniões do Conselho Comunitário de Segurança e a sociedade civil está se unindo para ajudar as Polícias Civil e Militar com a manutenção dos veículos e garantir as viaturas circulando, mas o Governo do Estado também precisa fazer a parte dele, porque a situação está se agravando a cada dia na nossa cidade – afirmou.

fonte: Diário de Petrópolis

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