Ex-vereador Montanha e ex-assessores são presos em Petrópolis


FONTE G1 - Marcos Luiz Bernardes Souza (SD) foi preso em casa nesta terça-feira (6); Polícia Civil investiga crimes, como desvio de dinheiro público e contratação de funcionários 'fantasmas'.

A Polícia Civil de Petrópolis, na Região Serrana do Rio, cumpriu 15 mandados de prisão temporária na manhã desta terça-feira (6) em uma operação que investiga um esquema de corrupção na Câmara. O ex-vereador Marcos Luiz Bernardes Souza, conhecido como Montanha (SD), de 44 anos, foi preso em casa, no bairro Independência. Documentos também foram apreendidos na residência.

O ex-parlamentar é suspeito de concussão (de acordo com as investigações, ele exigia parte do salário dos funcionários do gabinete) e de manter funcionários "fantasmas" na Câmara no mandato entre 2012 e 2016. A prisão é temporária por cinco dias. Além de Montanha, outros 14 ex-assessores, sendo 10 homens e quatro mulheres, foram presos. Eles prestam depoimentos na 105ª Delegacia de Polícia e na 106ª DP nesta terça.

Segundo Claudio Batista, delegado titular da 105ª DP, um inquérito foi aberto no dia 31 de maio para investigar denúncias a pedido do Ministério Público. Os suspeitos podem responder pelos crimes de organização criminosa, concussão e peculato (desvio de dinheiro público).

Ao todo, 26 policiais das delegacias do Centro e de Itaipava saíram em diligências às 6h desta terça para cumprir 16 mandados de prisão. Ainda de acordo com o delegado, outros ex-vereadores estão sendo investigados.

O G1 tenta contato com a defesa do ex-vereador e dos ex-assessores presos na operação desta terça.

Operação teve início em março

O ex-vereador Osvaldo Fernando do Vale, conhecido como Vadinho (PSB), de 70 anos, foi o primeiro a ser preso, no dia 7 de março, após o início das investigações, que começaram antes das eleições municipais de 2016. Ele foi solto no dia 19 de maio após habeas corpus concedido pela Justiça e vai responder ao processo em liberdade.

Segundo a polícia, ele é suspeito de pegar mais da metade do salários de assessores parlamentares e está sendo investigado pelos crimes de concussão (exigir dinheiro) e peculato (desvio de dinheiro público). Além de Vadinho, quatro assessores parlamentares também foram presos no mesmo dia.

Via G1

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