Rodoviários de Petrópolis ameaçam greve se não houver acordo salarial



Fonte: Eric Andriolo / Diário de Petrópolis: Se as empresas de ônibus e os empregados não chegarem a um acordo, o Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodovíário de Petrópolis diz que pode haver greve. Na quarta-feira (3), a categoria recusou a proposta do Sindicato das Empresas de Transportes Rodoviários de Petrópolis (Setranspetro) de 4% de reajuste salarial. A categoria quer 8%, e um aumento da cesta básica de R$ 180 para R$ 250.

Por enquanto, não há greve dos rodoviários. O que houve na assembléia foi declaração de “estado de greve”, que significa uma ameaça. Mas, segundo o diretor do sindicato, Paulo Pacheco, só deve haver greve se não houver consenso com as empresas. Nesse caso, a categoria teria de comunicar as autoridades com 72 horas de antecedência e manter ao menos 30% do efetivo nas ruas.

Mas o Setranspetro informou ao Diário que já tomou conhecimento da recusa dos rodoviários e está preparando uma contraproposta, que deve ser enviada nos próximos dias.

Atualmente, o piso salarial para motoristas de ônibus é de R$ 2.150,41 e o dos trocadores é R$ 1.184,19. Fiscais e motoristas júnior têm piso de 1.470,44. Uma nova reunião foi marcada para o dia 10 de maio, às 16h. Os rodoviários esperam a contra-proposta das empresas.

A data-base da categoria seria o dia 1º de maio, mas as empresas haviam se recusado a discutir aumento sem que houvesse, primeiro, reajuste das passagens de ônibus, algo que não ocorria desde janeiro de 2016. Eles chegaram a pedir um novo preço de R$ 4,50.

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