sábado, 6 de maio de 2017

Menina de 12 anos vítima de estupro será ouvida pela polícia na Baixada Fluminense. O vídeo foi retirado do facebook



A Polícia Civil vai ouvir na próxima segunda-feira a adolescente de 12 anos que aparece sendo violentada por pelo menos quatro rapazes em um vídeo compartilhado em redes sociais. O caso ocorreu na Baixada Fluminense e foi comunicado nesta sexta-feira à Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (Dcav) por uma tia da jovem. A mãe da menina também prestará depoimento na unidade especializada. Os agentes consideram o depoimento das duas de grande importância para identificar os autores do crime.

O caso teria acontecido no último domingo. A investigação ainda não sabe quais eram as circustâncias do encontro entre a jovem e os rapazes. O crime foi registrado em um vídeo. A vítima grita pedindo para que o estupro pare, mas os homens continuam com as agressões. Ela também tenta se esconder atrás de uma almofada. Em uma das sequências, a menina dá um grito enquanto um dos garotos aparentemente tenta manter uma relação sexual com ela. Depois, é possível ouvir uma voz dizendo: “cala a boca, se alguém ouvir sua voz vai saber 'que é tu'”. O vídeo tem cerca de 59 segundos.

Policiais civis e a tia da vítima contaram que a menina está apavorada com o ocorrido. O local onde a jovem mora é uma comunidade dominada pelo tráfico de drogas e não há detalhes se os agressores que aparecem nas imagens tem ligação com outras atividades criminosas.

A delegada do caso, Juliana Emerique, afirmou nesta sexta-feira que tem certeza do crime cometido. Diligências estão sendo feitas na região do crime desde sexta-feira para reconhecer os criminosos.

— É muito importante que quem conhecer essa história denuncie os autores. As imagens mostram que há crime. Ela tem 12 anos, o que já é estupro de vulnerável. Além disso, as imagens deixam claro que não foi consentido — afirmou a delegada, lembrando que as penas de estupro de vulneráveis vão de 8 a 15 anos de prisão.

Informações preliminares davam conta de que a menina só conhecia um dos rapazes envolvidos no caso. Juliana Emerique informou que vai averiguar ainda se as pessoas nas imagens são maiores de idade. As filmagens foram realizadas dentro de uma casa. A Polícia Civil ainda não tem informação sobre quem é o dono do imóvel ou se algum dos envolvidos mora no local. Também ainda investiga as circunstâncias que levaram a vítima e os agressores para aquele local.

Vídeo fora do ar

A Polícia Civil também solicitou ao Facebook para que o vídeo do crime seja retirado do ar da rede social.

A investigação ocorre cerca de um ano após outro caso: o estupro de uma menina de 16 anos na Comunidade na Barão, na Zona Oeste do Rio. Inicialmente, havia suspeita de que a vítima, então com 16 anos, havia sido abusada sexualmente por mais de 30 homens. Três pessoas acabaram formalmente acusados pelo crime e foram condenados a 15 anos de prisão em regime fechado. Dois dos acusados seguem presos e o terceiro envolvido está foragido da Justiça. A adolescente acabou sendo incluída no programa de proteção do governo.

Foram condenados os réus Raí de Souza e Raphael Assis Duarte Belo. A sentença, da 2ª Vara Criminal Regional de Jacarepaguá, foi determinada nesta segunda-feira (20) com base no artigo 217 do Código Penal (estupro de vulnerável) e no artigo 240 do Estatuto da Criança e do Adolescente (produzir, reproduzir, dirigir, fotografar, filmar ou registrar, por qualquer meio, cena de sexo explícito ou pornográfica, envolvendo criança ou adolescente).

fonte: Jornal Extra

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