Petrópolis: Ônibus vão parar na greve geral de sexta-feira



Fonte: Eric Andriolo / via Diário de Petrópolis

O movimento sindical de Petrópolis quer parar todas as categorias na sexta-feira (28), dia para o qual as centrais sindicais convocaram uma greve geral contra a PEC 287, da Reforma da Previdência, e a Reforma Trabalhista, que teve o regime de urgência aprovado na Câmara dos Deputados. Os sindicatos dos rodoviários e do transporte de cargas afirmou, ontem, que irão aderir ao movimento, paralisando os transportes.

Em Petrópolis, todas as categorias afirmaram ser a favor da greve e apenas os servidores públicos municipais disseram que não deve haver paralisação, apesar do apoio da direção ao movimento grevista. O presidente do sindicato da categoria, Osvaldo Magalhães, disse que “Parar o funcionalismo público em um prazo tão apertado é complicado”, mas afirmou que a diretoria estará no protesto programado para esta sexta-feira.

Hoje, as centrais sindicais determinaram que haverá, às 17h, um movimento de panfletagem para aumentar o apoio á greve. Na sexta, está planejada uma manifestação na Praça da Inconfidência, no Centro Histórico, também às 17h.

Os sindicalistas afirmam que as reformas trabalhista e previdenciária retiram direitos dos trabalhadores. Eles reclamam que as novas leis do trabalho vão flexibilizar as relações entre trabalhador e empregado, aumentando a carga horária e diminuindo garantias previstas em Lei. Sobre a previdência, afirmam ser contra as novas regras, que aumentam a idade mínima e o tempo de contribuição para a aposentadoria.

- O momento é de atenção. Ou é tudo ou é nada, porque o massacre é muito grande. O foco não é só a Previdência. A PEC é escravizar o trabalhador, um retrocesso de 90 anos. Brasília está um trator, devorando toda a sociedade brasileira – disparou José Freire, diretor do sindicato dos comerciários.

- Os sindicatos estão todos unidos nisso aí. Todos os trabalhadores estão envolvidos – afirmou o presidente do sindicato do vestuário, Jorge Mussel, que afirma que reconhece que a legislação atual ter problemas - A gente entende que tem que ter mudanças sim, mas pode ser feito de outro jeito. Querem que a conta arrebente do lado mais fraco.

Além dos trabalhadores, os sindicalistas reivindicam apoio de movimentos estudantis, grupos de direitos humanos e setores da Igreja.

Expectativa

Os sindicatos reportaram expectativa positiva para a greve. O sindicato dos rodoviários informou que espera que haja apoio de nove em cada dez trabalhadores da categoria. Se ocorrer paralisação dos transportes, a legislação obriga 30% do serviço, considerado essencial, a seguir nas ruas.

Os líderes sindicais afirmam que estão em reuniões diárias há cerca de duas semanas para preparar a greve.

Os professores das escolas particulares também estão sendo estimulados a parar as atividades. Frederico Fradini, presidente do Sinpro, entidade que representa a categoria, disse que o sindicato trabalha nas escolas para que os professores parem no dia 28. Bancários, operários de construção e metalúrgicos também disseram que vão aderir ao protesto.