domingo, 19 de março de 2017

Seis hospitais federais no Rio que tratam câncer serão reestruturados



O Ministério da Saúde anunciou que está redefinindo o perfil assistencial dos seis hospitais federais no Rio — Bonsucesso, Andaraí, Cardoso Fontes, Ipanema, Lagoa e Servidores. Como o EXTRA mostrou na série de reportagens “Um Estado terminal”, os três primeiros foram apontados por uma pesquisa feita pelo Cremerj, entre outubro e novembro do ano passado, como os piores entre as 19 unidades ligadas ao SUS que tratam câncer no estado.

Em nota, o ministério afirma que “todas as seis unidades terão o atendimento oncológico reestruturado, com base nos protocolos do Instituto Nacional de Câncer (Inca)”. As mudanças pretendem melhorar o direcionamento do paciente na rede, “aumentando a integração com o sistema de regulação do município”.

Para o coordenador da pesquisa, o diretor do Cremerj Gil Simões, racionalizar os processos de regulação de vagas para consultas e exames pode ajudar:

— Mas é preciso ter para onde regular. Um exemplo são os exames de cintilografia óssea, que detecta metástase. A regulação estadual informou que há mais de 500 pessoas na fila e se marcam 20 por mês. A fila não vai acabar nunca.

O presidente do Cremerj, Nelson Nahon, ressalta que a demanda por atendimento oncológico aumenta ano a ano, mas os orçamentos públicos não acompanham:

— Surpreende ver que o orçamento do Inca caiu entre 2015 e 2016 de R$ 429 milhões para R$ 390 milhões, de acordo com o site Transparência Brasil.

Segundo Luciana Holtz, presidente do Instituto Oncoguia, que atua na defesa dos direitos do pacientes desde 2009, lei que determina o início do tratamento em até 60 dias após o diagnóstico não é cumprida em todo o país:

— O paciente não pode ficar em casa com o tratamento parado. É preciso brigar pelos seus direitos.

O Oncoguia oferece orientação pelo 0800 773 1666. Fonte: Jornal Extra




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