Projeto de capoeira na Escola Paulo Freire é ensinado também para alunos com deficiência



A história da capoeira começa no século XVI, na época em que o Brasil era colônia de Portugal. Com o passar do tempo, a arte conquistou cada vez mais adeptos, de todas as idades. Em Petrópolis, o professor Evandro de Souza, conhecido como “Fumacinha”, atua em escolas da rede municipal ensinando o esporte para as crianças, com destaque para os alunos especiais. Através da capoeira, as crianças conquistaram avanços importantes no desenvolvimento da coordenação motora e cognitiva.

“O trabalho desenvolvido pelo professor Fumacinha nos emociona. Além de ensinar a técnica, ele tem um olhar especial e muito cativante que aproxima as crianças. Elas adoram e nós temos muito orgulho de contar com a ajuda desse profissional na rede municipal de educação. É uma determinação do prefeito Bernardo Rossi que os alunos tenham cada vez mais acesso a atividades esportivas e lúdicas na rede”, afirma o secretário de Educação, Anderson Juliano.

A paixão de Fumacinha pela capoeira começou quando ele tinha dez anos. Há 23 anos ele realiza trabalhos com crianças. Segundo ele, aproximadamente 250 alunos de Petrópolis e São José do Vale do Rio Preto que possuem necessidades especiais participam das aulas.

“Conversei com profissionais, outros professores, fiz contato com pessoas para desenvolver da melhor forma possível esse trabalho. Não é fácil, mas conversamos com a escola para saber quais exercícios cada aluno pode fazer e adaptamos as atividades. A capoeira melhora a mobilidade deles. Alguns tinham dificuldade para levantar e hoje fazem isso, sozinhos. Ajuda na coordenação motora também”, apontou Fumacinha.

Jussara Lima é mãe de Ivan, de 25 anos. Cadeirante, Ivan tem paralisia cerebral com distonia generalizada. Ele faz aulas com Fumacinha há um ano. “Eu fiquei maravilhada porque pensei que capoeira ele nunca poderia fazer. Mas o professor me procurou e disse que queria trabalhar com ele. Ivan adora, ama. Fumacinha trata as crianças com muito carinho e o meu filho teve melhoras significativas nos movimentos com a ajuda da capoeira”, afirmou.

Em 26 de novembro de 2014, a UNESCO (Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura), declarou a roda de capoeira como sendoum patrimônio imaterial da humanidade. De acordo com a organização, a capoeira representa a luta e resistência dos negros brasileiros contra a escravidão durante os períodos colonial e imperial da história do Brasil.