Prefeitura realiza parceria com a UERJ para realizar diagnóstico da Saúde



A prefeitura, por intermédio da Secretaria de Saúde, vai firmar uma parceria junto à Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) que ajudará o município a garantir o recebimento de uma verba federal de R$ 400 mil mensais destinada às pesquisas de linha de cuidado na área da saúde. O apoio será direcionado para realização de pesquisas, capacitação de equipes, criação de novos fluxos e protocolos de atendimentos para atual gestão iniciar o processo de reestruturação da rede. Em reunião realizada nesta quarta-feira (15.03), os representantes do Instituto de Medicina Social (IMS) da universidade apresentaram um projeto ao prefeito Bernardo Rossi e ao Secretário de Saúde, Silmar Fortes, com ações de curto a longo prazo.

O prefeito Bernardo Rossi explicou que um dos objetivos do governo é otimizar recursos e garantir a produção de projetos a serem enviados ao Ministério da Saúde para envio de verbas federais.“Nós identificamos, na gestão passada, um grande desperdício de recursos e, por conta disso, vamos unir forças com entidades e instituições que nos ajudem a organizar os nossos processos. Pretendemos criar novos projetos para buscarmos recursos através de emendas junto ao Ministério da saúde”, explica Bernardo Rossi.

O projeto apresentado pelo doutor em saúde coletiva e professor do Instituto de Medicina Social da UERJ, Paulo Henrique de Almeida Rodrigues, apresenta os impactos da má gestão na saúde há pelo menos 10 anos, principalmente com relação aos recursos públicos mal aplicados devido à falta de planejamento.

“A secretaria iniciou essa nova gestão com o desafio muito grande em manter o funcionamento dos serviços, pagar as dívidas e ainda propor inovações e melhorias na rede”, comenta o professor.

Uma das melhorias para o atendimento da população é a reorganização da rede de Saúde. O que o doutor Paulo Henrique explicou como uma medida emergencial para o atual governo. “Já está nos planos da secretaria fazer um novo mapeamento da rede, o que é essencial para identificarmos os serviços prestados em cada região e assim conseguiremos identificar as necessidades para melhorar a assistência à população”,disse.

O secretário de Saúde, Silmar Fortes, comentou que será necessária uma organização da estrutura da secretaria, da assistência prestada desde a atenção básica até os atendimentos de urgências e no monitoramento dos protocolos que serão criados.

“Esse é o momento de nos organizamos pois em julho haverá a Conferência Municipal de Saúde onde apresentaremos o estudo de reestruturação da nossa rede. Precisamos rever todos os processos, garantir a aplicação dos fluxos e o monitoramento dos mesmos para que a rede funcione e traga mais benefícios à população”, avalia Silmar.