Operações da Guarda Civil e Meio Ambiente atendem 28 denúncias de crimes ambientais



Uma operação conjunta entre a Guarda Civil e a Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente notificou sete estabelecimentos e atendeu 28 ocorrências. As operações, que começaram na quinta (09.03), tiveram a segunda etapa realizada nesta sexta-feira (10). A ação foi planejada com base em denúncias de crimes ambientais. Nos sete estabelecimentos fiscais verificaram que os responsáveis não possuem alvará de funcionamento, nem o licenciamento ambiental obrigatório. A equipe atendeu chamados nos bairros Cascatinha, Nogueira, Itaipava, Corrêas, Valparaíso e Quitandinha.

“O objetivo dessas operações é coibir os crimes ambientais que acontecem em Petrópolis. O saldo é bastante positivo. Nossa equipe conseguiu atender a um número grande de demandas em dois dias. Na semana que vem vamos organizar uma nova operação ao lado da Guarda Civil, sempre atendendo as demandas mais urgentes”, afirmou o coordenador e futuro secretário de Meio Ambiente, Fred Procópio.

Na quinta-feira, os agentes notificaram o responsável por uma obra na Rua Visconde do Uruguai, no bairro Valparaíso. As intervenções realizadas não estavam autorizadas pela Secretaria. O dono do terreno tem prazo de cinco dias para solicitar os documentos, caso não faça neste prazo, será multado. No mesmo dia, em Corrêas, os fiscais flagraram uma oficina mecânica, que funciona como lava-jato, sem autorização. O proprietário foi autuado e precisa apresentar a licença ambiental em um prazo de 90 dias.

Já na sexta-feira, os fiscais notificaram uma obra na Rua Venezuela, no Quitandinha. Os responsáveis não possuem alvará de funcionamento, nem o licenciamento ambiental obrigatório. Eles têm um prazo de 90 dias para entregar a documentação na secretaria.

O fiscal da Secretaria de Meio Ambiente, Miguel Fausto, explicou como foi organizada a ação.

“Nas últimas semanas recebemos uma série de denuncias. Com a Guarda Civil ao nosso lado, pudemos atender a maioria das solicitações. Temos nossos critérios técnicos para dar prioridade a cada chamado. Seguimos coibindo os casos de desmatamento, queimadas e movimentações irregulares de terra”, disse.

Um novo cronograma de atendimento será montado de acordo com as demandas que chegarem ao Meio Ambiente. “As operações em conjunto continuarão sendo realizadas. Durante muito tempo não houve fiscalização e estamos mudando esta realidade. O nosso trabalho é coibir os crimes ambientais que vêm acontecendo na cidade e isso será feito com rigor”, assegura Fred Procópio.