sexta-feira, 3 de março de 2017

Militares vão atuar no monitoramento e no combate aos focos das queimadas em Petrópolis



A Aeronáutica e a Defesa Civil de Petrópolis vão atuar juntas no combate aos incêndios florestais durante o período de estiagem de inverno. O acordo foi firmado em uma reunião na manhã desta quinta-feira (02.03) entre o secretário de Defesa Civil, Paulo Renato Vaz e o comandante do Destacamento de Controle do Espaço Aéreo do Pico do Couto (DTCEA-PCO), tenente Pedro Henrique Mazzoni. O secretário de Defesa Civil destaca a importância do combate às queimadas, lembrando que os incêndios fragilizam o solo.

“Os incêndios florestais são hoje uma preocupação em todo mundo porque interferem nas mudanças climáticas. Em Petrópolis o cuidado e a prevenção precisam ser redobrados por conta das características da cidade. Temos um grande número de moradias em encostas. As queimadas deixam o solo descoberto e exposto, o que potencializa os riscos de deslizamentos durante as chuvas de verão e pode causar perdas de vidas humanas”, destaca o coronel Paulo Renato Vaz.    

Além do monitoramento das áreas de preservação da cidade, 12 militares estão disponíveis para atuação em campo. A Secretaria de Defesa Civil vai coordenar as ações durante o período.

“É fundamental aperfeiçoarmos a resposta em caso de emergências, com a identificação e mapeamento dos riscos e as vulnerabilidades de cada região de preservação, locais seguros para servirem de alojamento adequado em caso de grandes queimadas, além de recursos materiais e humanos necessários para o serviço de proteção”, disse o secretário de Defesa Civil, Paulo Renato Vaz.

O secretário destaca ainda que a Defesa Civil vai reunir o máximo de informações possíveis para a montagem desse plano. “Ganhamos muito com a ajuda da aeronáutica, principalmente no monitoramento das áreas de preservação”, afirmou.

O DTCEA-PCO vai disponibilizar ainda para a Defesa Civil informações mais completas do radar instalado no Pico do Couto, na Fazenda Inglesa. Recentemente, os militares ajustaram o radar para que o equipamento pudesse monitorar nuvens mais baixas, otimizando a previsão de chuvas.

“O tenente Mazzoni se colocou a disposição para ajudar a Defesa Civil de Petrópolis. Fiquei muito feliz com o encontro. Podemos ganhar muito com essa parceria”, afirmou Paulo Renato. “Essa união de esforços é fundamental na hora da resposta rápida. Petrópolis está cada vez mais preparada para enfrentar as ocorrências de grande porte”, disse.

O tenente Pedro Henrique Mazzoni lembrou que a parceria com a Defesa Civil fortalece as ações de apoio à população petropolitana. “O papel da Força Aérea Brasileira é servir o Brasil e o cidadão”, afirmou.

Em 2014, o fogo se espalhou por áreas nos distritos durante 12 dias e consumiu 5.150 hectares de vegetação nativa. Na ocasião áreas de nascentes foram consumidas pelo fogo, por exemplo, dentro do Parque Nacional da Serra dos Órgãos. “A preservação das nascentes também é uma das preocupações do plano de prevenção aos incêndios ambientais”, completou o secretário Paulo Renato Vaz.

A Defesa Civil alerta que provocar incêndio em mata ou floresta é crime ambiental, com previsão de pena de reclusão de dois a quatro anos, assim como causar incêndio expondo a vida, integridade física ou patrimônio de outro a perigo sujeita o infrator à reclusão de três a seis anos.

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