Mais de 30 mil pessoas foram atendidas nas Unidades do Centro e de Cascatinha este ano



Unidades responsáveis pelo pronto atendimento 24 horas no município, com mais de 30 mil consultas realizadas somente neste ano, as UPAS (Centro e Cascatinha) estão passando por reestruturação de fluxos que contemplam maior integração junto aos Hospitais municipais e particulares, além de estabelecer novos protocolos de atendimento junto a rede de Atenção Básica.

O objetivo é proporcionar mais agilidade nos processos de assistência, realização de exames, transferências e internação de pacientes dentro da rede. A ação faz parte da reestruturação da Saúde, anunciada pelo secretário de Saúde, Silmar Fortes, na última de prestação de contas do quadrimestre realizada na Câmara de Vereadores em fevereiro. 

O funcionamento das estruturas custa R$ 1,9 milhão mensais. O governo federal é responsável por R$ 500 mil para cada UPA e a prefeitura custeia R$ 450 mil considerando o não repasse do governo do estado -  terceira entidade na administração tripartite.

“Dentre o montante de dívidas herdadas pelo nosso governo e que já conseguimos quitar como o salário dos servidores, a manutenção do funcionamento das UPAS é nossa prioridade uma vez que é a nossa principal porta de atendimento de emergência aberta”, avaliou Bernardo Rossi.

O transporte também é um serviço que precisa ser reformulado. A UPA Centro só conta com uma ambulância e por conta disso, ocorrem atrasos na realização de exames e transferência para unidades de internação. Só em janeiro, 129 remoções foram realizadas com estes fins, por conta disso, o secretário de Saúde buscará garantir a manutenção das cinco ambulâncias que estão paradas.

“Das 15 ambulâncias disponíveis, apenas 10 estão em atividade, sendo que duas pertencem ao SAMU para os atendimentos residenciais de urgência e emergência. Nós vamos priorizar a manutenção para já colocá-las em uso. Estamos estudando ainda a criação de uma central de ambulâncias para tentar organizar a logística no transporte, que apresenta problemas”, explica.

No ano passado as duas UPAS juntas foram responsáveis por mais de 200 mil atendimentos, divididos entre: Clínica médica, Pediatria e Odontologia. Há ainda as internações, nos oito leitos da sala amarela e quatro na sala vermelha – unidades onde a permanência dos pacientes deve ser de 48h, prazo ainda excedido.

O diretor da unidade Centro, Cláudio Morgado, explicou que a integração entre os serviços de emergência é fundamental nos casos de internação. Havendo mais comunicação entre as unidades, com o anúncio rápido de novos leitos, a UPA consegue mais cobertura na assistência.

“Nunca houve uma integração como está acontecendo agora, as unidades estão se falando constantemente juntamente com a central de regulação para que tenhamos mais resolutividade nos problemas de saúde da população. Por ser um fluxo novo, ainda temos ajustes a fazer, mas nesses quase dois primeiros meses já conseguimos um avanço e demos mais velocidade nas transferências de internação”, comentou.

Outro desafio a ser superado pela atual gestão é redefinir a atuação da Atenção Básica junto às comunidades. Hoje 80% dos atendimentos realizados pelas UPAS como: doenças respiratórias, de pele e gastrointestinais, poderiam ser supridos nos Postos de Saúde e Unidades Básicas de Saúde. É o caso dos moradores do bairro Quitandinha. Somente este ano 2.300 moradores do bairro na Zona Sul da cidade buscaram assistência na UPA Centro.

Moradora do bairro, a dona de casa Thainara da Silva Abreu de Freitas, comentou que sempre busca assistência para ela e os filhos na unidade.

“Mesmo tendo posto no bairro eu prefiro vir aqui, pois se precisar fazer algum exame eu faço na hora. Além disso, é uma unidade que tem pediatra 24h”, avaliou.

A dona de casa, Shirlei Borges dos Reis, que sofre com doenças respiratórias também busca na UPA o atendimento em momentos de crise.

“Eu já fiquei internada aqui uma vez, gostei do atendimento, então como sempre sofro com falta de ar, eu venho direto pra cá”, comentou.

O secretário de Saúde, Silmar Fortes, explicou que o desafio de reestruturar a Atenção Básica é o ponto principal da gestão e por conta disso, está realizando um mapeamento de toda rede.
 “Não podemos sobrecarregar as UPAs com atendimentos que cabem à atenção básica. Solicitação de receitas médicas, problemas de pressão, respiratórios entre outros atendimentos devem ser feitos nos postos de saúde, o que não está ocorrendo. Vamos reestruturar esta situação. O mapeamento da rede está sendo importante para que a gente consiga identificar os problemas dos postos e unidades básicas de saúde. Vamos buscar uma solução a curto prazo”, completa Silmar Fortes.