terça-feira, 21 de março de 2017

Mãe de uma adolescente com Down, Gilda Beatriz fala sobre a importância da informação para combater o preconceito



Com o objetivo de conscientizar a população acerca da questão da inclusão, propondo uma sociedade melhor, na próxima terça-feira (21), o Brasil e mais de 40 países celebraram o Dia Internacional da Síndrome de Down.

Para Gilda Beatriz, vice-presidente da Comissão de Defesa das Pessoas com Deficiência e do Idoso da Câmara de Vereadores de Petrópolis, Região Serrana do Rio e mãe de uma adolescente com Síndrome de Down, essa data tem por finalidade dar ampla visibilidade ao tema, reduzindo a origem do preconceito.

“A informação já mudou o mundo diversas vezes e, diariamente, ajuda a moldar a realidade de milhões de pessoas, com ou sem Down. Por isso, lancei no município a Cartilha da Lei Brasileira de Inclusão. A LBI avança na cidadania das pessoas com deficiência ao tratar de questões relacionadas a acessibilidade, educação e trabalho e ao combate ao preconceito e à discriminação. Durante o meu primeiro mandato realizamos diversas campanhas de conscientização visando dirimir dúvidas e dando maior volume de informações para combater o preconceito, pois conheço os desafios que toda pessoa com deficiência enfrenta para ter garantido seu lugar na sociedade. Devemos criar condições de inclusão social e educacional para que a pessoa com Down exerça plenamente a sua cidadania”, comenta Gilda Beatriz, que é psicóloga, especializada em Educação Inclusiva. Destacando que a Síndrome de Down não é uma doença, mas uma condição da pessoa dentro da diversidade humana.
Desde 2006, o dia 21 de março tem sido reservado para se pensar e discutir a síndrome de Down, alteração genética que se manifesta devido à presença de um cromossomo a mais no par 21.

“Geralmente, as pessoas discriminam por não saberem que pessoas com Síndrome de Down conseguem se desenvolver se tiverem os estímulos necessários. Muitas vitórias já foram conquistadas, mas ainda temos que vencer o preconceito, o qual atribuo a falta de informação. Hoje é um dia para reflexão, mas também é um dia para planejar ações. O caminho é longo, e não falo apenas como vereadora, mas também como mãe. Somos todos iguais, feitos de capacidades e limitações”, completa. 

A data (21/3), ou 3/21 na grafia americana, faz referência aos 3 cromossomos número 21 que caracterizam a Síndrome de Down. 

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