sexta-feira, 10 de março de 2017

Governo quer capacitar escolas municipais e Nudecs para prevenção de desastres



As ações propostas pelo projeto “Fortalecendo a Resiliência aos Desastres na Região Serrana do Rio de Janeiro” já foram implantadas nas dez escolas municipais escolhidas para fazerem parte do programa. A primeira fase, que diz respeito à formação de Comitês de Segurança Escolar, está sendo completada nessa semana, com a formação do comitê na Escola Municipal Alto Independência.

O projeto que é financiado pela Fundação C& A Internacional e implementado pela Save the Children e pelo Instituto Fonte pelo Desenvolvimento Social, tem o objetivo de estimular e capacitar as escolas municipais e núcleos comunitários de Defesa Civil (Nudec) para se preparar e se prevenir de situações de desastres. Entre as medidas previstas estão a formação do Comitê de Segurança Escolar em cada escola, construção dos Mapas de Risco Escolares e construção do Plano de Ação e Segurança Escolar.

“Essa ação é muito importante para as escolas, alunos e para a toda a cidade e por determinação do prefeito Bernardo Rossi, a secretaria de Educação apoia todas as ações do projeto. As crianças aprendem e repassam as informações sobre prevenção de riscos para as famílias e comunidade, ou seja, é um trabalho que tem continuidade”, afirmou o secretário de Educação, Anderson Juliano.

Em todas as escolas foram construídos uma árvore de acordos e divididos os participantes dos Comitês em cinco Brigadas Escolares: prevenção, preparação, resposta, primeiros socorros e apoio psicossocial.

“A avaliação dos grupos é muito boa. Na maioria das escolas o Comitê se mostrou ativo e plural com a participação de orientadoras, estudantes, professores, funcionários e pais e mães dos estudantes. No decorrer do projeto também entrarão no comitê membros de Nudecs locais e agentes de saúde e endemias. Além da formação dos comitês, este primeiro encontro serviu para apresentar para o grupo os conceitos básicos para conhecer o que é o risco. Assim, já definimos as principais ameaças naturais e antrópicas, por meio da Matriz de Risco, que podem atingir a escola, entendemos o conceito de vulnerabilidade e listamos capacidades básicas para fazer frente aos riscos”, disse Rodrigo D´Almeida, da equipe Fortalecendo a Resiliência.

Nas próximas semanas as escolas receberão a visita de um estudante da UFF encarregado de aplicar os questionários de linha de base. As informações formarão uma linha dos conhecimentos, atitudes e práticas dos participantes no início do projeto. O objetivo é o de medir o quanto foi apreendido sobre redução de risco de desastres nas escolas. Nos próximos encontros serão construídos os mapas de riscos nas escolas. O comitê vai definir como funcionará o sistema de alerta e construirá uma matriz de responsabilidades envolvendo os comitês. Este protocolo de ação será testado no último trimestre do ano durante simulados práticos.

O fechamento do projeto ocorrerá em dezembro com um seminário envolvendo todas as escolas e comunidades participantes nos dez territórios.

As dez escolas participantes do projeto são: E.M Luis Carlos Soares – Morin; E.M Clemente Fernandes – 24 de Maio; E.M Alto Independência – Alto Independência; E.M Santa Teresinha – Pedro do Rio; E. A Araras – Araras; E.M Beatriz Zaleski – Posse; E.M Amélia Antunes – Madame Machado; E.M Prof. Nilton São Tiago – Nogueira; E.M Fábrica do Saber – Cascatinha; E.M Johann Noel – Bingen. O projeto faz parte de uma pesquisa mundial que engloba cinco países: China, Índia, Bangladesh, México e Brasil, sendo que no Brasil, o projeto só ocorre em Petrópolis.

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