Desenvolvimento: Pesquisa divulgada em todo o país mostra que Petrópolis caiu de 48ª para 51ª posição entre 2005 e 2015



Às vésperas de completar 174 anos, Petrópolis vive o desafio de recuperar o tempo perdido e décadas sem investimento estruturais em muitas áreas que acarretou em declínio econômico, educacional, saneamento básico e cultura e, consequentemente, de qualidade de vida. Levantamento realizado pela consultoria Marcroplan divulgado neste final de semana pela imprensa nacional como a Revista Exame, mostra que a partir de 2015, a situação ficou evidentemente ainda pior. Em 2005, no ranking geral, Petrópolis ocupava a 48ª posição; em 2015 caiu para 51ª posição.

“A população sentiu isso diretamente com a situação se agravando bastante nos últimos dois anos. Nossa gestão trabalha para colocar Petrópolis de volta na rota do desenvolvimento, da economia pública saneada, na infraestrutura que as empresas precisam do poder público. Assim, estamos com duas frentes: a que trabalha para colocar a casa em ordem, sanear as contas e a que planeja projetos estruturantes”, afirma o prefeito Bernardo Rossi.

Só na área da Saúde, entre as 100 maiores cidades estudadas pela consultoria, Petrópolis ocupa a 99ª posição. “Petrópolis, ao invés de crescer, caiu 10 posições na última década. Hoje, trabalhamos com números reais, sem maquiagem, de endividamento e falta de investimentos destes últimos anos. É esse choque de realidade que vai nos fazer voltar a desenvolver”, afirma o coordenador de Gestão Estratégica, Roberto Rizzo.

Os problemas verificados pelo levantamento foram confirmados com o endividamento do município encontrado pela atual gestão e tem como origem a ausência de planejamento a longo prazo, item também apontado pelo estudo, o que comprometeu o crescimento da economia em Petrópolis. Os dados de 2015 já mostravam uma rota de declínio da economia, o que se confirmou em 2016 com o endividamento de 130 milhões, e um acumulado em mais de R$ 585 milhões nos últimos anos. Esse valor corresponde a mais da metade do orçamento do município para 2017, que é de R$ 881 milhões.
Os dados - que colocaram a cidade entre as piores do Brasil na saúde - são referentes ao período entre 2005 e 2015 e apontam uma queda de 10 posições em uma década, ou seja, passou de 89ª posição para 99ª posição. A situação é ainda mais crítica se analisados os dados isolados da taxa de mortalidade infantil, que coloca a cidade em último lugar – com o pior índice verificado entre os 100 municípios analisados. 

“O atual governo trabalha para reverter esta situação, com uma política de planejamento estratégico que viabilize o crescimento da cidade e potencialize o desenvolvimento das vocações de Petrópolis, em áreas importantes como turismo”, explica o coordenador de Gestão Estratégica, Roberto Rizzo Branco, lembrando que: “além do planejamento, a administração municipal adotou, ainda, uma política de controle das contas, racionalização de gastos e coordenação de serviços prestados aos cidadãos – medidas essenciais para melhorar a posição dos municípios no ranking apresentado no estudo”, aponta.

Entre 2005 e 2015, Petrópolis caiu 3 posições em eficiência da gestão municipal

No ranking geral, o estudo que analisa a eficiência da gestão municipal, apontou a queda de três posições: de 48º em 2005, para 51º em 2015. O documento levou em conta o desempenho de cidades com mais de 266 mil habitantes em 16 indicadores divididos em quatro áreas: saúde, educação e cultura, segurança e saneamento e sustentabilidade.

A situação da saúde é a mais crítica e apresenta panorama preocupante. Na análise da taxa de mortalidade infantil, Petrópolis aparece com o pior desempenho com índice de 500,81 da taxa de mortalidade prematura por Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT). A taxa de mortalidade também é alta, com índice de 19,4 óbitos infantis para cada 1.000 nascidos vivos. O quadro confirma a situação crítica encontrada pela atual gestão da pasta, que acumula uma dívida de mais de R$ 52 milhões.       

A área da saúde, no entanto, não foi a única que apresentou resultados negativos. No quesito segurança, Petrópolis despencou da 6ª posição em 2005 para a 11ª. Para chegar a essas conclusões, a Marcroplan dividiu os índices da seguinte forma: 35,3% para educação e cultura; 35,3% para saúde; 20,6% para infraestrutura e sustentabilidade e 8,8% para segurança.

O ranking foi formado por um índice que vai de 0 a 1 – quanto mais próximo de 1, melhor é a condição de vida no município. Petrópolis teve pontuação de 0,595 e Maringá (PR), a primeira do ranking, aparece com 0,731.Segundo o estudo, as cem cidades mais populosas representam 39% da população brasileira, produzem 50% do Produto Interno Bruto (PIB) e respondem por 54% dos empregos formais do país.

Educação melhora uma posição, mas não atinge metas projetadas

Os dados referentes à Educação chamam atenção. Embora o município tenha avançado uma posição, passando 32º para o 31º lugar, a aferição do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica aponta que nos anos de 2013 e 2015, Petrópolis não atingiu as metas projetadas para o período.

Já os dados referentes à informatização também são alarmantes, considerando que, em alguns casos, como Saúde e Educação por exemplo, onde o município aparece em 78º e 77º, respectivamente, falhas no sistema de informatização ocasionam reflexos negativos que comprometem a prestação de serviços à população.

Falta de gestão e planejamento comprometeram índices de trabalho e econômicos

A remuneração média verificada pelo estudo de R$ 1.895 é 34,25% menor que a remuneração estadual, de R$ 2.882; e 32,13% menor que a média nacional, de R$ 2.792. “Estes dados apontam para a necessidade de um trabalho de estimulo à atração de novas empresas, que valorizem a mão de obra especializadas e de nível superior, disponíveis na cidade – uma prioridade da atual gestão do município”, considera o coordenador de Gestão Estratégica.

O demonstrativo de vinculação da receita, no que se refere à situação fiscal, que coloca o município em 70º lugar entre as 100 cidades, mostra uma dependência de recursos externos. “Este item aponta que o município depende de programas e convênios, o que frente à demanda por prestação de serviços alta, demonstra a necessidade de investimentos em serviços aos cidadãos, em função da baixa renda per capita e falta de oportunidades verificadas  no período avaliado”, disse.

No quesito planejamento urbano Petrópolis aparece na 84ª posição, mas, de acordo com o estudo, no período não foi encontrado plano estratégico com horizonte superior ou igual a uma década. Já no Índice de Gestão Descentralizada dos Municípios (IDG-M), que mede a qualidade da gestão do cadastro único do município e contempla indicadores sobre o cadastramento, atualização cadastral e acompanhamento das condicionalidades do bolsa família, Petrópolis aparece na 64ª posição. 

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