sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Secretarias de Obras e de Defesa Civil exigem melhorias na obra da Rua Uruguai



Técnicos das Secretarias de Obras e de Defesa Civil se reúnem sexta-feira (17.02), com representantes da empresa Erwil, solicitando reparos na obra emergencial feita na Rua Uruguai, no Quitandinha. Após uma vistoria no início do mês de fevereiro, ficou constatado que a drenagem no dique não está funcionando de maneira adequada. Além disso, a análise mostra dois fatores que oferecem risco de novos deslizamentos: a falta de homogeneidade do material rochoso e o ângulo de construção do dique, maior que 20 graus. A empresa também será questionada por ter usado um muro de uma casa destruída como base de apoio de rochas.

“A análise foi realizada em conjunto pelos engenheiros e geólogos das Secretarias de Obras e Defesa Civil. Vamos solicitar o reparo nas obras, já que concluímos que não está da maneira mais adequada”, informou o diretor de obras públicas da Secretaria de Obras, Guilherme de Castro. “Até o momento, a Erwil já se colocou a disposição para modificar o trabalho feito. Vamos cobrar e fiscalizar”, salientou.

No início de janeiro, a Defesa Civil pagou a primeira parcela, de R$ 427 mil, à empresa responsável pela obras. O restante, cerca de R$ 483 mil, serão pagos assim que os reparos forem concluídos. “Enquanto a Secretaria de Obras não atestar a segurança do que foi feito, não haverá o pagamento da segunda parcela”, disse o secretário de Defesa Civil, coronel Paulo Renato Vaz. "Estamos zelando pela segurança dos moradores do Quitandinha. Vamos solicitar os reparos e esperamos que em breve a obra emergencial fique pronta", afirmou o secretário. 

No dia 14 de novembro, uma forte chuva causou um deslizamento de cerca de duas toneladas de rochas a 200 metros de altura atingiu cinco casas e deixou duas vítimas, além de ter destruído uma parte da via. Depois da ocorrência, a empresa Erwil foi contratada de forma emergencial para realizar o desmonte e a retirada das pedras, a construção de um dique para amortecer eventuais deslizamentos de rochas, a limpeza e a desobstrução da via.

Logo após a ocorrência, 16 imóveis foram interditadas num raio de 100 metros do local onde as rochas rolaram. Porém, a Defesa Civil e o Serviço Geológico do Estado do Rio de Janeiro (DRM) consideraram que uma área maior tinha risco elevado de novos rolamentos de rochas e precisou interditar mais nove em janeiro, num total de 25 imóveis.

A contratação foi feita com recursos liberados pelo Ministério da Integração Nacional no mesmo mês. A obra iniciou no dia 7   de dezembro e tinha previsão para terminar em 60 dias. Ainda na primeira quinzena de janeiro, a prefeitura pagou a contrapartida para garantir a continuidade das intervenções. No início de fevereiro, o prefeito Bernardo Rossi esteve em Brasília buscando recursos para investir na continuidade das obras na Rua Uruguai. Ficou definido que o governo irá apresentar o projeto de continuidade dos trabalhos ao Ministério de Integração Nacional. 

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