Saúde perdeu mais de R$ 4 milhões em 2016 por falta de credenciamento de UTIs



A falta de credenciamento de leitos junto ao Ministério da Saúde e à Secretaria de Estado de Saúde para custeio de internações de pacientes na rede pública causou prejuízos ao município no ano passado. Somente com 10 leitos de UTI do Hospital Municipal Dr. Nelson de Sá Éarp não contratualizados, a perda anual foi de R$ 2,2 milhões. O montante alcança R$ 4,1 milhões, se somados os R$ 1,8 milhões que o município poderia ter recebido em 2016 para custeio de UTIs neonatal instaladas no Hospital Alcides Carneiro. Dos 1.218 leitos em funcionamento na cidade atualmente, 75 não foram contratualizados pela gestão anterior e são mantidos com recursos próprios da Secretaria de Saúde.

“O levantamento feito pela Secretaria confirmou o que vínhamos apontando desde o período da transição: uma grave falha na gestão dos recursos públicos na área de Saúde. Estamos trabalhando para solucionar esta questão. Ainda em janeiro conseguimos credenciar os oito leitos de UTI neonatal do HAC. A equipe do secretário Silmar Fortes trabalha agora para regularizar todos os demais”, pontua o prefeito Bernardo Rossi.

Sem o credenciamento que viabiliza o custeio com repasses estaduais e federais, os 75 leitos são mantidos pelo município – recursos próprios que poderiam ser investidos na melhoria dos serviços de Saúde.

“O credenciamento dos leitos de UTI Neonatal do HAC sanou parte desta sangria, o que permitirá que a partir de agora os recursos empregados ali sejam direcionados para outras demandas da área. Outros 17 leitos estão dependendo apenas do aval da Vigilância Sanitária para concluir o processo. Nossa meta, no entanto, é regularizar o credenciamento de todos os 75 leitos”, afirma o secretário Silmar Fortes.

Destes 17 leitos que estão em fase final de credenciamento, sete são UTIs, sendo duas no Hospital Alcides Carneiro (HAC) e outras cinco no Hospital Clínico de Correas (HCC); outros 10 leitos de Unidade de cuidados Intermediários estão no Hospital Alcides Carneiro.

“Organizando a casa e captando os repasses a que temos direito junto ao Estado e a governo federal, o município poderá redirecionar os recursos que hoje custeiam a manutenção destes 75 leitos e assim suprir as demandas hoje existentes na rede e melhorar a qualidade dos serviços prestados à população”, considera o secretário Silmar Fortes.