Prefeitura solicita recursos para finalizar conjunto habitacional da Posse



O prefeito Bernardo Rossi e o secretário de Obras e Habitação, Ronaldo Medeiros, solicitaram a liberação de R$ 501 mil para finalizar 72 unidades habitacionais do conjunto da Posse. O local precisa de acabamentos,como instalação de vasos sanitários, torneiras e outros itens. As obras estão paralisadas desde novembro e vão beneficiar famílias que recebem aluguel social. Além disso, o governo municipal quer contar com a contribuição da União para dar prosseguimento a três lotes do programa Minha Casa Minha Vida em Petrópolis. Os pedidos foram feitos a secretária de Habitação do Ministério das Cidades, Maria Henriques Ferreira Alves, em um encontro realizado em Brasília nesta terça-feira (01.02).

O conjunto da Posse fica na Estrada Silveira da Motta e é composto de 12 blocos, com 12 apartamentos cada. Metade deles é de responsabilidade da prefeitura em parceria com a União, enquanto a outra metade fica com o Governo do Estado. Cerca de 90% do que é devido pelo município já foi concluído e um dos blocos foi entregue em setembro, porém, os apartamentos estão inacabados.

“Essa parcela de R$ 501 mil é a última que está faltando. Espero que aconteça a liberação dos recursos o quanto antes para podermos concluir as obras e entregar as chaves”, disse o prefeito. O município ainda deve fazer a infraestrutura do local (drenagem de águas pluviais, esgotamento sanitário, iluminação pública, pavimentação, entre outros).

Bernardo Rossi ainda solicitou ajuda para construir moradias em três terrenos cedidos para integrar o programa Minha Casa Minha Vida. Ao todo, serão 1.004 residências: 720 unidades habitacionais no Caititu; 188 na Estrada da Saudade; e 96 na Rua Vassouras, no Quitandinha. O município investiu R$ 7 milhões na desapropriação desses terrenos, mas as casas ainda não foram entregues.

“Petrópolis não soube aproveitar o auge do Minha Casa Minha Vida depois das chuvas de 2011. A antiga gestão do município dificultou a presença do estado, tanto que até hoje nenhuma casa foi construída. Agora estamos retomando o diálogo com o Governo Federal para agilizar a construção dessas moradias e entregar a quem precisa”, afirmou o prefeito.

A secretária de Habitação do Ministério das Cidades, Maria Henriques Ferreira Alves, ficou sensibilizada com o grande número de famílias que integram o Aluguel Social: 1,2 mil famílias.Ela orientou que o projeto do MCMV do Caititu seja adequado às novas normas do programa, que exige que os condomínios de até 500 unidades. A prefeitura vai fazer o desmembramento dos projetos para se enquadrarem na faixa 1 – aquela destinada às famílias de mais baixa renda, até R$ 1,8 mil/mês.

“A reunião representou um avanço na questão do Minha Casa Minha Vida. Vamos remodelar os projetos para poder enquadrá-los na faixa 1. Estamos otimistas que vamos conseguir implantar esses projetos logo”, comentou o secretário de Obras, Ronaldo Medeiros.