Comércio amarga queda nas vendas em Petrópolis



A Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), aponta que o ano de 2016 foi o pior para o comércio varejista desde o início da série histórica, em 2001, com uma queda acumulada de 6,2%. O cenário se refletiu em Petrópolis: lojistas da Rua do Imperador ouvidos pelo Diário também se queixam do fraco movimento durante todo o ano.

A Pesquisa Mensal do Comércio mostrou que houve um recuo de 2% no volume das vendas, em todo o país, de novembro para dezembro do ano passado. A queda  ocorreu após o setor ter fechado novembro com alta de 1%. Em relação a dezembro de 2015, as vendas caíram 4,9%.

Em Petrópolis, quem trabalha com o comércio varejista espera que, em 2017, o cenário da economia apresente reação. É o caso de George Aguiar, gerente de uma loja de roupas. Ele aponta uma queda de 30% nas vendas de 2016, em comparação com 2015.

- As nossas vendas caíram muito em todo o ano passado. Tivemos uma queda que chegou a 30%, no acumulado do ano. Dezembro foi um pouco melhor, porque as pessoas guardam o dinheiro para comprar os presentes, mas mesmo assim não mudou a situação.  Para 2017, temos uma perspectiva um pouco melhor – destacou Aguiar, destacando que investir em turismo mais lojas abertas aos domingos são fatores que ajudariam a reverter o quadro.

Lúcio Saldanha, gerente de uma sapataria, também destaca a desaceleração das vendas durante o ano passado.

- Sentimos uma queda nas vendas muito acentuada, ultrapassando a marca de 25% em 2016. O movimento ainda continua ruim, mas espero que comece a melhorar depois do carnaval, em março, abril. Com a volta às aulas, todos voltam à normalidade, e a tendência é a situação se estabilizar – afirmou.

A subgerente de uma loja de roupas infantis, Thaís Nascimento, não está tão esperançosa. Ela não vê sinais de retomada da economia, afetando os resultados da loja.

- Tivemos uma queda bem grande em 2016. Acredito que isso foi em função da crise, pois as pessoas passam a comprar apenas o que é essencial, limitam seus gastos. Mesmo procurando manter o preço mais em conta em relação às outras lojas, não estamos tendo bons resultados. Hoje, a maioria das nossas vendas é de ponta de estoque. E acho que esse ano pode ser pior, se a economia não reagir – disse.

FONTE: DIÁRIO DE PETRÓPOLIS

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