quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Secretário de Saúde se reúne com representantes dos atendimentos de Urgência e Emergência



Representantes das principais entidades que prestam o atendimento de urgência e emergência no município se reuniram nesta terça-feira (17.01), para o primeiro encontro de organização do fluxo da assistência da rede. O secretário de Saúde, Silmar Fortes, destacou a importância da definição de novos fluxos e solucionar os problemas que impedem a população de ter um atendimento mais rápido e eficiente. Dentre elas, a falta de comunicação se destaca, o problema é enfrentado desde os socorristas até a transferência do paciente para uma possível internação. A expectativa é de que em curto prazo já se tenha uma definição de um novo organograma para aperfeiçoar o serviço.

“Nós estamos conhecendo os setores e serviços de toda a rede. Neste primeiro momento cada entidade está revelando a sua necessidade, na maioria das vezes falta comunicação entre as unidades. A primeira medida para melhorar essa comunicação é a definição de um coordenador de urgência para estar acompanhando todo o processo e definir onde estão as falhas no atendimento para sanarmos”, afirmou Silmar Fortes.

Durante a reunião, a Coordenação do Samu comentou a dificuldade de encaminhar os pacientes socorridos para as unidades de atendimento devido à falta de gestão de leitos. O coordenador, Claudio Lázaro explicou que em 56% dos casos o problema do paciente é resolvido com a telemedicina, em que o paciente revela ao médico os problemas de rápida solução. Em média o Samu encaminha para as unidades de urgência de 2 a 3 pacientes por dia. 

“A telemedicina é uma orientação médica por telefone que pode ser uma dúvida quanto à dosagem de um remédio, como medicar em caso de problemas de pressão ou uma febre alta. Em 22% dos atendimentos em residências, nós conseguimos resolver o problema no local. A dificuldade está na minoria, que são em média de 3 pacientes que precisamos atender diariamente e encaminhar para uma unidade de saúde. Por conta da falta de protocolos e gestão de leitos acabamos sobrecarregando as unidades com atendimentos que podem ser distribuídos em toda rede.”, explicou Claudio Lázaro.

Silmar Fortes identificou que muitos atendimentos podem ser direcionados aos postos de saúde da família (PSF) e unidades básicas de saúde (UBS).

“Não podemos sobrecarregar o Samu ou até mesmo as UPAs com atendimentos que cabem a atenção básica. Solicitação de receitas médicas, problemas de pressão entre outros atendimentos devem ser feitos nos postos de saúde, se não estão ocorrendo, cabe agora a nossa investigação. Essa é a primeira reunião de outras que virão para conseguirmos destacar nossos objetivos e metas para melhorar a qualidade da assistência junto à população”, finaliza Silmar Fortes.

O encontro contou com a participação de representantes de diversas instituições, como a coordenação do SAMU, Upa Cascatinha e Upa Centro, Hospital Municipal Nelson de Sá Earp, Posto de saúde de Pedro do Rio e Alto da Serra, além da equipe de Atenção Básica da secretaria de Saúde.

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