Saúde vai investigar negativa de atendimento no SAMU de Petrópolis



Fonte: Diário de Petrópolis / A cozinheira Dalva de Castro Franco procurou o Diário de Petrópolis para denunciar uma suposta negativa de atendimento por parte do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) de Petrópolis. Moradora do bairro Floresta, ela ligou para o Samu por volta de 3h30 da manhã no dia 28 de dezembro, após ter um mal estar. No entanto, um atendente afirmou que a responsabilidade pelo atendimento seria do Corpo de Bombeiros. Ela estava sozinha em casa e só conseguiu ir para a Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) de Cascatinha às 6h30, levada por vizinhos. Dalva ficou internada na UPA por três dias, quando foi liberada.

- Minha filha está viajando. Só consegui ir para a UPA porque os vizinhos me acudiram. Fiquei com febre e os rins pararam de funcionar. Naquela semana, só tive alta na sexta-feira. Depois, até liguei para o Samu novamente, e o atendente havia dito que, de fato, eles teriam que ter feito o atendimento – disse a cozinheira.

Procurada pelo Diário, a Secretaria de Saúde informa que irá apurar, junto ao Samu, o caso, uma vez que todos os atendimentos são gravados e arquivados. A secretaria esclarece que todos os possíveis atendimentos e solicitações feitas de residências devem ser de responsabilidade do Samu. Como fluxo de atendimento está o contato telefônico, solicitação dos dados pessoais, endereço e ocorrência/estado de saúde.

Após esse trâmite, o médico da unidade realiza o primeiro atendimento via telefone para definição do caso clínico do paciente e sua possível regulação. Vale ressaltar que apenas 25% dos atendimentos do Samu são encaminhados para hospitais. Na nota, a secretaria de Saúde informa, ainda, que toda a equipe médica e de atendimento são devidamente treinadas e orientadas para que a população sempre tenha o melhor atendimento. 


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