Para melhorar o Ideb: Aulas de informática e incentivo à leitura desde a educação infantil



Os últimos índices divulgados pelo IDEB - Índice de Desenvolvimento da Educação Básica – mostram que a cidade pouco avançou nas notas nos últimos anos. O índice avalia as escolas das redes municipais e estaduais e estipula metas para melhorar o ensino. O último levantamento, divulgado em 2016, constatou que Petrópolis teve média de 5.5 pontos nos anos iniciais (de 1º a 5º ano do ensino fundamental), ficando um pouco acima da meta estabelecida para esse período, que era 5.4; Para os anos finais (6º ao 9º ano do ensino fundamental), a média foi de 4.1, muito abaixo da meta de 4.8. Com a intenção de melhorar as notas motivando os alunos e professores da rede, a atual gestão da secretaria de Educação está estudando projetos que serão implantados para melhorar o aprendizado dos alunos. Uma das medidas será o fortalecimento das atividades de leitura na educação infantil.

“Educação de qualidade é um compromisso que todo o gestor deve ter com as crianças. Para isso, a determinação é de que toda a estrutura da rede municipal seja usada para beneficiar os alunos. Projetos que melhorem a atuação dos professores e ajudem as crianças deverão ser implantados no decorrer dos próximos anos”, afirmou o prefeito Bernardo Rossi. 

De acordo com o secretário de Educação, Anderson Juliano, uma das ideias é que os alunos que tiverem dificuldades possam se beneficiar com aulas de reforço no contra turno. 

“Apesar das dificuldades financeiras que estamos enfrentando, não podemos deixar de analisar que os alunos estão precisando de uma atenção maior no que diz respeito ao aproveitamento dentro das salas de aula. Á pedido do prefeito Bernardo Rossi, estamos formulando projetos que possam fazer diferença na vida educacional de cada um deles. Uma das ideias é fomentar o uso das salas de leitura desde os primeiros anos educacionais. O uso desses recursos fornecerá um efeito positivo no que diz respeito à interpretação de texto. Também é fundamental que paralelamente a avaliação permanente, seja oferecido reforço no contra turno para alunos com dificuldades de aprendizagem”, disse Anderson Juliano.

O acesso à informática também será foco. “Nas vistorias que estamos fazendo nas unidades escolares, encontramos laboratórios de informática com muitos problemas. Em uma delas, a Escola Municipal Josemar Contage, o laboratório não funcionava há quatro anos por causa de problemas na parte elétrica. Isso representa uma perda para os alunos. As escolas devem contar com biblioteca e acesso à internet nos laboratório de informática. É essencial que o aluno tenha acesso ao conhecimento e possa utilizá-lo como multiplicador de conteúdo”, explicou Anderson Juliano.

Incentivar a participação dos pais na rotina escolar também é uma meta. 

“A participação dos pais é fundamental para a aprendizagem das crianças. Queremos que eles façam parte dessa transformação e as escolas devem estar abertas para acolher cada um deles”, disse Anderson Juliano.  

O Ideb foi criado Instituto Nacional de Estudos e de Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira em 2007, como parte do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE). Para chegar ao índice, o MEC calcula a relação entre rendimento escolar (taxas de aprovação, reprovação e abandono) e desempenho em português e matemática na Prova Brasil, aplicada para crianças do 5º e 9º ano do fundamental e do 3º ano do ensino médio. Assim, para que o Ideb de uma escola ou rede cresça é preciso que o aluno aprenda, não repita o ano e frequente às aulas, ou seja, quanto maior for a nota da instituição no teste e quanto menos repetências e desistências ela registrar, melhor será a sua classificação, numa escala de zero a dez. O índice é divulgado a cada dois anos e tem metas projetadas até 2021. No que diz respeito à avaliação dos alunos petropolitanos, a meta projetada para 2017 dos alunos do 5º ano é de 5.7 e a meta projetada para os estudantes do 9º ano é de 5.0.