Opinião: Só uma auditoria pode mostrar o tamanho do “monstro” que estamos enfrentando em Petrópolis


OPINIÃO: A crise municipal tornou-se uma realidade após o anúncio de dívidas em diversas áreas da Prefeitura de Petrópolis, RJ. Para os casos mais problemáticos, em que o novo prefeito sente, logo nos primeiros dias de mandato, que recebeu a chamada “herança maldita” de seu antecessor, o melhor caminho defendido pelos especialistas é fazer um levantamento geral de todas as contas de todos os departamentos do município por meio de auditoria.

Não quero escrever mais um clichê, mas os sinais são claros e perturbadores. Em sua posse na Câmara, Bernardo Rossi anunciou um decreto de calamidade financeira. Contratos foram suspensos, diversos cortes foram anunciados e o reflexo da crise foi sentido em áreas essenciais como saúde e educação. Segundo dados divulgados pelo governo, a administração assumiu com caixas zerados, contas arrestadas e dívidas da administração anterior que segundo informações que correm nos bastidores do legislativo podem, supostamente, chegar a R$ 650 milhões.

Diante de tudo isso, o prefeito tem que verificar todos os passivos da prefeitura e se eles são legítimos. Em minha modesta opinião, a melhor maneira de dar uma resposta a população é contratar uma empresa idônea especializada em auditar contas públicas.  #ficaadica 

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Governo Bernardo Rossi divulga dados sobre os primeiros 30 dias de gestão

Com 30 dias de governo completados nesta segunda-feira (30), Bernardo Rossi considera o início de sua gestão como prefeito, como “intensa, produtiva, de muita esperança das pessoas, de apoio dos petropolitanos” projetando para os próximos meses desafios que “serão cumpridos em respeito à população e dentro da meta que é fazer Petrópolis voltar a crescer”. Em menos de um mês de governo, Bernardo Rossi garantiu R$ 16,8 milhões em menos de 30 dias, todas verbas federais que estavam sendo perdidas por falta de contrapartida da prefeitura ou de gestão.

Além disso, em menos de um mês, Bernardo Rossi já conseguiu colocar salários em dia, pagar benefícios devidos aos servidores e pagar fornecedores e bancos, no valor de R$ 6,1 milhões. Empréstimos consignados descontados dos servidores, mas não repassados aos bancos, pagamento das UPAs e 13º salário dos servidores da saúde são algumas das contas colocadas em dia.

“São dois desafios simultâneos: colocar a casa em ordem, pagar as contas, fazer a administração de fato funcionar e recuperar verbas que estavam sendo perdidas ao mesmo tempo em que colocamos em prática os projetos que vão alicerçar o futuro, nosso programa de crescimento para a cidade”, afirma o prefeito Bernardo Rossi.

Até a próxima terça-feira (31.01) vai estar sendo quitada a folha de pagamento de janeiro do funcionalismo incluindo o recolhimento de obrigações trabalhistas que o prefeito faz questão de manter em dia. “A Fazenda está bastante demandada e todos os secretários empenhados em identificar as dívidas e buscar os recursos para pagar o que cada pasta tem em aberto fruto de má gestão passada”, afirma Bernardo Rossi.

Recuperação de verbas já chega a R$ 16,8 milhões

Os R$ 2,4 milhões liberados pelo Ministério do Esporte esta semana para o primeiro Centro de Iniciação Esportiva de Petrópolis, no Caxambu, verba que também estava sendo perdida, fazem parte da relação de recursos – no total de R$ 16,8 milhões – que Bernardo Rossi já conseguiu garantir a Petrópolis em menos de 30 dias.

A Saúde receberá R$ 3,5 milhões do Governo Federal, verbas para as redes de urgência e emergência e para o Programa “Melhor em Casa”, que vai levar médicos à casa dos pacientes com necessidade de reabilitação motora, idosos e pessoas com dificuldade de locomoção.

Bernardo garantiu ainda R$ 7,9 milhões para a retomada de obras que estavam paralisadas, entre as quais o aterramento da fiação aérea da Rua do Imperador - iniciada há 8 anos e não concluída. O aterramento, que já foi iniciado, será custeado com recursos do Banco Interamericano de Desenvolvimento através do Programa Nacional de Desenvolvimento do Turismo (Prodetur).

Os recursos garantidos por Bernardo permitirão ainda a retomada de obras, no valor de R$ 975 mil, para a recuperação de quadras poliesportivas nos bairros Mosela e Morin – intervenções que estavam paralisadas desde o ano passado e contenção de encostas na Rua Desembargador Luiz Antônio Severo – via que fica na parte de trás do Parque de Exposições de Itaipava.

A Segurança Pública também receberá um reforço de R$ 500 mil – recursos que serão investidos em uma central de monitoramento que ampliará de 28 para 100 as câmeras de vigilância na cidade.

A prefeitura trabalha junto à Secretaria Estadual do Ambiente para recuperar R$ 1,2 milhão para investimentos no Parque Natural da Ipiranga. Ainda nas primeiras semanas de governo, Bernardo Rossi garantiu a destinação de R$ 1,3 milhão a 27 entidades que desenvolvem projetos voltados para crianças e adolescentes, que beneficiarão pelo menos mil menores carentes, R$ 153 mil em sinalização de vias públicas em diferentes bairros, além da retirada de 11,3 mil toneladas de lixo e entulho acumulados em via públicas de toda cidade desde antes do Natal.

Prefeitura coloca contas em dia pagando 
R$ 6,1 milhões em dívidas

Um dos desafios da atual gestão é devolver a contas vinculadas R$ 17 milhões arrestados pela justiça para pagar os salários de dezembro ainda na gestão passada. O valor precisa ser reposto para que programas como o PAC das Encostas – de cujas contas foram arrestadas R$ 9,2 milhões – não sejam paralisados. “Quero, até março, abril, ter os recursos suficientes para reparar estas contas e garantir os programas federais em nossa cidade”, afirma Bernardo Rossi.

A quitação de contas atrasadas, em um mês apenas da nova gestão, já chega a R$ 61,1 milhões. Destes recursos, a maior parte, de R$ 4,6 milhões, foi usada para quitar débitos referentes a parcelas de empréstimos consignados, e a salários de profissionais de saúde que estavam atrasados junto ao Serviço Social Autônomo Alcides Carneiro (Sehac) e Cruz Vermelha - entidade responsável pela administração das UPAs Centro e Cascatinha.

“Existe todo o tipo de dívida e ela supera o montante inicial que estimamos em R$ 130 milhões apenas de compromissos não cumpridos no ano passado. Com responsabilidade e cortando gastos estamos fazendo economia de aluguéis, combustíveis e corte de celulares para colocar as contas em dia”, enumera Bernardo Rossi.


Para quitar pendências de 13º salário do HAC e vencimentos atrasados na Saúde foram pagos R$ 3,6 milhões. Também foram pagos R$ 160 mil às UPAs e R$ 722 mil em parcelas atrasadas de consignados descontados dos servidores e não repassados aos bancos. A Secretaria de Fazenda destinou ainda R$ 130 mil para quitar pendências junto ao Instituto de Previdência dos Servidores - R$ 87 mil; e União dos Aposentados - R$ 42 mil referentes a débitos dos meses de novembro e dezembro.

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