segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

De saída, Bomtempo afirma que ficou sem dormir devido à possibilidade de atraso nos salários de servidores



O prefeito Rubens Bomtempo reuniu sua equipe na noite de quinta-feira (29/12) para fazer um agradecimento pela dedicação ao trabalho durante o governo. Bomtempo lembrou que, enquanto a maioria das cidades do Estado está sem recursos financeiros, a atual gestão municipal deixa cerca de R$ 12 milhões no caixa para o sucessor. Ao contrário de cidades que foram abandonadas pelos gestores públicos no fim do governo, toda a equipe permanecerá trabalhando até o último dia do ano, deixando a Prefeitura em ordem para o governo que assume no dia 1º de janeiro. Bomtempo lembrou os desafios enfrentados nos últimos quatro anos e frisou que, sem a união e o esforço de todos, a população petropolitana teria sentido com muito mais força os efeitos da grave crise econômica do país e da falência do Governo do Estado. 

“O ano de 2016 foi um dos anos mais difíceis da minha vida. Estes últimos dois meses, em especial, foram extremamente desgastantes. E não digo isso por conta das eleições municipais. Digo isso porque o agravamento da crise no país e, especialmente, no Estado, deixou todos os municípios em situação extremamente complicada. Nunca, nos 12 anos à frente da Prefeitura, havia atrasado os salários dos servidores e pensar nesta possibilidade me deixou realmente sem dormir. Fechar o ano com os salários e o 13º em dia me dá a sensação do dever cumprido. E isso só foi possível porque todo o governo trabalhou junto. O esforço foi enorme. Foram dias e noites de trabalho ininterrupto. E conseguimos! Foram 12 anos sem atrasar salários. Isso é, sim, uma obrigação. Mas, neste momento de tantas dificuldades, em que estamos vendo prefeitos sumirem das Prefeituras e sem conseguir manter serviços e salários, fechar o ano desta forma é, sim, motivo de orgulho”, disse.

Bomtempo fez questão de frisar que há, sim, contas negociadas e a pagar, mas lembrou que a situação é muito diferente da que o governo eleito tenta mostrar. “Estamos deixando o governo com nossas consciências tranquilas. Fizemos tudo o que estava ao nosso alcance para enfrentar a queda da arrecadação e o calote de quase R$ 30 milhões do Governo do Estado, da área da saúde e do programa Somando Forças. O Pacto Federativo foi quebrado. União e Estado já não cumprem mais com suas responsabilidades como acontecia há alguns anos. Os municípios estão asfixiados, com cada vez mais obrigações e sem recursos suficientes para cumpri-las. Durante a campanha eleitoral falamos sobre isso várias vezes. Optamos por falar a verdade e não fizemos promessas que não poderíamos cumprir. Dizer o que as pessoas querem ouvir é fácil. Difícil é manter as pessoas ao nosso lado falando não o que elas querem ouvir, mas a verdade”, afirmou.

O prefeito fez questão de lembrar que, mesmo com o Governo do Estado abandonando Petrópolis, sua equipe deixa um legado para a cidade, com a chegada da Universidade Federal Fluminense (UFF); o novo Hospital Alcides Carneiro; o novo Centro Administrativo Frei Antonio Moser, que gerou economia e melhorou a eficiência do serviço prestado ao cidadão; nove novos Centros de Educação Infantil e outros nove reformados; reorganizamos a rede de saúde, mantendo as UPAs abertas; além da nova escola modelo de Nogueira (E.M. Professor Nilton São Thiago); a integração 100% do transporte público; e importantes obras de prevenção às chuvas. “Pensar em como encontramos o HAC, com setores fechados e sem insumos, e como estamos deixando, me deixa feliz. Essa sem dúvida é a principal herança que vamos deixar para a população. O HAC hoje é o hospital do povo, feito por gente que gosta de gente, e funciona”, comemorou. “Deixo a segunda parcela do 13° salário dos funcionários do Sehac em caixa, com recursos da repatriação que serão depositados nesta sexta-feira”, informou.

Bomtempo destacou que, ao contrário da maioria das cidades fluminenses, Petrópolis manteve os serviços essenciais e os programas sociais, evitando transtornos à população. Rubens Bomtempo destacou ainda que, durante a sua gestão, Petrópolis alcançou uma marca histórica no Índice de Participação dos Municípios (IPM), garantindo um aumento de cerca de R$ 40 milhões na arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para 2017.

“Sabemos que a grave crise econômica nacional e a falência do Estado continuam sendo obstáculos, mas fizemos a nossa parte e estamos entregando a Prefeitura com uma boa saúde financeira. Deixamos a administração municipal em uma situação muito melhor do que encontramos. Espero que o novo governo, com o poder de articulação que diz ter junto aos governos federal e estadual, consiga cumprir todas as promessas que fez ao povo, em especial na área da saúde e ao funcionalismo – como o cumprimento do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) da Educação e a diminuição da hora-aula de 40 para 30 horas, pactuados pelo prefeito eleito durante a campanha”, destacou o prefeito.

“Faço um agradecimento a Deus e ao povo petropolitano. E também a todos os secretários, colaboradores e funcionalismo público, que me ajudaram a fazer um governo sério, responsável, participativo e humano. Sem o apoio de todos e da minha família, não teria sido possível desenvolver todo esse trabalho e deixar a nossa cidade organizada”, afirmou Bomtempo.

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