domingo, 1 de janeiro de 2017

Cotado para ser deputado: Bomtempo deixa a Prefeitura levando na mala 71.320 votos


OPINIÃO: O que parecia impossível hoje se torna realidade.
O fim do governo Bomtempo!

Filho de Rubens de Castro Bomtempo, também médico, prefeito e deputado estadual, Rubens Bomtempo (Rubinho para os amigos), iniciou a vida pública no governo Sergio Fadel, em 1995, como diretor do Hospital Municipal Dr. Nelson de Sá Earp. Foi vereador de 1997 a 2000, quando se elegeu prefeito pela primeira vez. Foi reeleito em 2004, retornando à Prefeitura em 2013.

Homem público de pulso, conhecido por levar o secretariado à “rédea curta”, o atual prefeito marcou seu nome na história da Cidade Imperial ao desbancar o então todo poderoso Leandro Sampaio em seus dois primeiros mandatos. 

No primeiro, Bomtempo criou programas sociais e foi premiado pela ousadia e empreendedorismo. Já no segundo, desgastado por crises, especialmente na saúde, sua área de atuação profissional, não conseguiu eleger o sucessor. Há quem diga que nunca foi sua intenção. 

Fora do poder, Bomtempo se reinventou em 2010, e com uma campanha “quase franciscana”, chegou muito próximo de conquistar uma cadeira na Alerj. 

Dois anos depois, subestimado por seus principais adversários, Bomtempo entrou no segundo turno em segundo lugar e saiu eleito Prefeito de Petrópolis. 

Seguindo seus instintos, “o tubarão” socialista entrou de cabeça no projeto do seu padrinho político Eduardo Campos para chegar à presidência da república. Com a morte trágica de Campos, Bomtempo tornou-se um dos principais articuladores da então candidata a presidência Marina Silva. Nos bastidores, comenta-se que o prefeito apostou todas as fichas para ser ministro. 

De volta à realidade de crises e escândalos que se tornou seu terceiro mandato, Bomtempo não teve outra opção, se não entrar em rota de colisão com o Governo do Estado e o PMDB, partido de Bernardo Rossi, seu principal adversário. 

Pela primeira vez, o poderoso Rubens Bomtempo, que comandou a Prefeitura por três mandatos, blindado por alguns dos mais importantes veículos de comunicação do município, foi confrontado nas redes sociais. 

Cada dificuldade, cada escândalo, as CPIs, crises, os gastos... Um caminhão de informações despejados em grupos de debate, páginas, portais e reproduzido por milhares de pessoas diariamente. 
Mas, apesar de tudo, quem pensa que Bomtempo saiu dessa eleição derrotado está completamente enganado. Mesmo após três mandatos, o atual Prefeito deixa hoje o Palácio Sérgio Fadel levando na mala 71.320 votos. 

Você pode estranhar, uma vez que fiz uma oposição por aqui muito mais dura e eficiente que a da maioria de seus adversários. Mas sou apaixonado por política e, Rubens Bomtempo, é sem dúvida, em minha modesta opinião, depois de Paulo Rattes, o maior articulador da história. 

Um político que sai do governo com 47,35% dos votos válidos é tudo, menos “morto politicamente”. Vamos aguardar as cenas dos próximos capítulos em 2018. 

Gostando ou não, Bomtempo tem boas chances de ganhar um mandato na Alerj ou até mesmo em Brasília. 

O fato é que o único que pode atravessar o seu caminho senta HOJE na cadeira que ainda tem o cheiro da jaqueta marrom de Bomtempo. Vamos ver como será a condução do mandato em relação às polêmicas que surgiram no governo na gestão que se encerra hoje. 

Aguardo para ver as cenas dos próximos capítulos. 

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