15 escolas vistoriadas apresentam infiltrações e falta de conservação


Levantamento constatou que maioria das unidades está com problemas de infiltração. No CEI Casa da Paz, inaugurado no final do ano passado, o forro está estufado devido à grande quantidade de água parada no telhado

A Secretaria de Educação continua vistoriando as escolas municipais da rede. Nas quinze escolas e CEIs visitados foram constatadas infiltrações, telhados destruídos, lajes com rachaduras e banheiros obsoletos. Inaugurado pela gestão passada em 2016, o CEI Casa da Paz, localizado no Carangola, encontra-se com o forro estufado. Já na escola Stefan Zweig, no Quitandinha, baldes foram colocados nas salas de aula com a intenção de tentar amenizar os problemas ocasionados pelo gotejamento recorrente.

“É lamentável encontrar escolas completamente sucateadas, em péssimo estado de conservação. Esses reparos deveriam ter sido feitos há muito tempo porque causam problemas estruturais nos prédios. Estamos falando de escolas, dos lugares onde as crianças deveriam se sentir seguras. A falta de cuidado e manutenção mostra o descaso da administração passada com a rede municipal de ensino”, disse o prefeito Bernardo Rossi.

O CEI Casa da Paz foi inaugurado em setembro de 2016. Após quatro meses, o estado do telhado chama a atenção: infiltrações foram observadas em vários pontos do imóvel. A tinta utilizada nas paredes está descascando, deixando a mostra o isopor utilizado na construção das paredes. Os basculantes não contam com puxadores e para conseguir abrir e fechá-los, os funcionários da unidade improvisaram e utilizam uma corda.

“A falta de qualidade do serviço mostra um desrespeito total com os alunos e com o uso do dinheiro público. Uma irresponsabilidade total porque além de tudo, a obra foi realizada próxima a um biodigestor. Os moradores do Carangola e os profissionais da rede municipal que atuam no espaço merecem respeito e o estado do CEI quatro meses depois do término das obras choca qualquer pessoa”, afirmou o secretário de Educação, Anderson Juliano.

No CEI Criança Santa Edwiges, no Vila Rica, a situação não é diferente: infiltrações nas salas, paredes mofadas, azulejos quebrados e rachaduras nas paredes. Também foi observado mato alto nos fundos da escola e telhas e calhas quebradas que causam alagamentos no pátio externo.

Localizada na Estrada das Arcas, a Escola Municipal Celina Schechner é uma das escolas que se encontram em pior estado de conservação. Uma obra de ampliação foi paralisada e por conta disso, alagamentos ocorrem no pátio toda vez que chove. A obra na unidade começou em maio de 2016 e o prazo para término era de 180 dias. Nas calhas é possível ver mato e muita terra acumulada e as telhas estão quebradas. Nas salas o reboco está caindo e o mofo tomou conta das paredes.

“Todos os problemas estão sendo levantados e documentados. Assim que a secretaria de Educação dispuser de condições orçamentárias, providenciaremos as obras. São muitos problemas e sabemos que não temos como resolver todos em curto prazo. Herdamos essa situação caótica e estamos fazendo o possível para resolver as pendências”, explicou Anderson Juliano.

Na Escola Municipal Stefan Zweig,  grande parte dos basculantes estão sem vidro, à tela de proteção da quadra de esportes está com buracos em várias partes, algumas câmeras de segurança foram destruídas e sanitários estão sem tampa. Além disso, os encanamentos das pias estão com vazamentos, torneiras dos banheiros não estão funcionando e há mofo nas salas de aula, ocasionado pelas infiltrações no telhado. Também por conta das infiltrações, quando chove, a água se acumula nos corredores do segundo piso e uma rachadura no teto foi diagnosticada. Para tentar conter os vazamentos, alguns baldes estão distribuídos em várias salas de aula.