Prefeitura gasta R$ 1,5 milhão por ano com aluguel: Rossi quer informações sobre locações



Entre as informações dos gastos do poder público, o governo eleito de Bernardo Rossi quer a relação de contratos de aluguéis em vigor, os imóveis que deixaram de ser locados e a quitação de contratos. Além do valor anual com aluguéis poder chegar a R$  1,5 milhão, há dúvidas quanto a dívidas com locatários.  Num deles, o aluguel atrasado cobrado na justiça é de R$ 203 mil, com pedido de pagamento em 30 dias. O pedido de informações feito à atual gestão  inclui o novo centro administrativo, na Barão do Rio Branco, alugado por R$ 55 mil por mês. O governo eleito questiona quanto de economia pode ser considerado com o espaço abrigando algumas  das secretarias municipais.

                Um dos contratos não respeitados pela atual administração e que causa prejuízos aos cofres públicos é referente à sobreloja na Rua Aureliano Coutinho, 81, no Centro, onde funcionou a Secretaria de Saúde. Em seis anos, o aluguel do espaço custou aos cofres públicos R$1,1 milhão. Depois de 74 meses de aluguel, a prefeitura deixou de quitar as parcelas em janeiro deste ano e entregou as chaves das salas em agosto, oito meses antes do fim do contrato. Incluindo taxas, condomínio, multas e IPTU, o proprietário do imóvel cobra da prefeitura R$ 203 mil.

                “Com um único contrato não cumprido são R$ 203 mil sendo cobrados. Existem ainda outros imóveis que podem estar  na mesma situação. Pedimos oficialmente a relação de todos os contratos de locação feitos pela prefeitura para abrigar repartições públicas, não só de departamentos e secretarias municipais assim como onde funcionam órgãos de outras esferas às expensas do município”, afirma Renan Campos, coordenador do grupo de transição do governo eleito de Bernardo Rossi.

                O Centro Administrativo na Barão do Rio Branco vai custar R$ 8 milhões em 10 anos de aluguel. Nele, estão concentradas as secretarias de Trabalho, Assistência Social e Cidadania e de Saúde. Estas são oriundas de espaços locados, cerca de R$ 30 mil. O Centro abriga ainda as secretarias de Planejamento e Desenvolvimento Econômico; e Obras, Habitação e Regularização Fundiária.  Porém, estas últimas não pagavam aluguel e estavam localizadas na Avenida Koeler, 260, sede da prefeitura.

                Existem ainda outros imóveis alugados onde funcionam repartições públicas municipais. Citando apenas as pastas principais, pagam aluguel a secretária de Defesa Civil, na Buarque de Macedo, 128, no  Morin e a Secretaria de Segurança, na Rua Santos Dumont, 239. Ainda há espaços alugados pela Educação, na Koeler, 87, onde funciona o Centro de Referência em Educação Inclusiva e na administração vinculada, a Comdep, na Rua Coronel Veiga.
                “Existem pelo menos uma dezena de imóveis alugados pagos pela prefeitura. Os aluguéis são caros, como a sede da Secretaria de Segurança Pública, a R$ 12 mil mensais. E o novo Centro Administrativo, que custa R$ 55 mil por mês, não vai comportar mais repartições públicas. Queremos a relação dos contratos, a atual situação de adimplência para que não sejamos pegos de surpresa com mais proprietários cobrando da nova gestão aluguel em atraso”, afirma Renan Campos. 

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