sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Bernardo Rossi quer remanejamento do orçamento para folha de pagamento dos servidores



O governo eleito de Bernardo Rossi está encaminhando à Câmara de Vereadores – com cópia a todos os  parlamentares, inclusive os da bancada governista – pedido para que aprovem remanejamento de verbas de até R$ 36 milhões para cobrir o rombo na folha de pagamento da Saúde já projetado em R$ 60 milhões para 2017. As emendas ao orçamento, que incluem transferência de recursos para a folha da Saúde, serão votadas na próxima semana.

A equipe de transição aguarda informações da administração atual para conhecer a real situação financeira da prefeitura, porém, diante da falta de recursos para o pagamento do 13º salário do funcionalismo, anunciada pela atual gestão, já classifica como muito grave a situação das finanças públicas.

Os servidores públicos paralisaram suas atividades em vários setores nesta quinta-feira (01.12) em protesto contra o não pagamento do benefício.  A manifestação que fechou creches, pontos turísticos e postos de saúde, teve adesão de  mais de 30% do funcionalismo e culminou com passeata de protesto no Centro da cidade.

“A prefeitura de Petrópolis, com 9.100 funcionários ativos, é o maior empregador da cidade. E como uma empresa tem responsabilidades com os funcionários e como administrador da cidade tem responsabilidades com todos os outros segmentos econômicos que dão sustentação a Petrópolis. Estamos pedindo a previsão de receitas inclusive de supostas verbas a receber que alcançariam mais de R$ 300 milhões. Queremos saber o real endividamento, como os servidores serão pagos e como serão mantidos programas à população. Cobramos transparência nas contas públicas”, considera Renan Campos, coordenador do grupo de transição.

A equipe de transição do governo eleito de Bernardo Rossi, em reunião com a atual administração na quarta-feira (30.11) fez mais pedidos de informação focando principalmente nas previsões  orçamentárias e financeiras para a quitação da folha de dezembro. O grupo de transição de Bernardo Rossi quer saber ainda oficialmente a estimativa de receita até o dia 31 de dezembro e quais os motivos para não haver os recursos necessários para a quitação do 13º salário.

                 A nova gestão assume já com o compromisso de pagar 6,2% de reajuste ao funcionalismo. O percentual de recomposição salarial foi dividido em duas parcelas e a de maior expressão adiada de julho para janeiro. São R$ 2 milhões a mais na folha de pagamento que vai a R$ 39 milhões.

O pedido oficial aos vereadores tem o objetivo de sensibilizar o legislativo sobre as contas municipais.Em 2015, em votação da lei orçamentária para este ano, a Câmara discutiu emenda que transferia R$ 36 milhões para pagar a folha da Saúde já com previsão de déficit na área. A emenda foi derrubada pela base governista. Este ano, novamente o valor de R$ 36 milhões está sendo proposto para remanejamento  com o mesmo objetivo.

“Independente das questões políticas, tem que haver sensibilidade neste momento delicado. E hoje vimos R$ 9 milhões da folha da Administração sendo usados para pagar a folha da Saúde. Isto comprova o caos financeiro e a aprovação desta emenda pode ajudar a sanar a folha dos servidores da saúde. É o que esperamos da base governista: dar meios para que a nova gestão possa administrar a cidade honrando salários e compromissos”, completa Renan Campos. 

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