Sem pagar 13º, Bomtempo deixou ainda o aumento de 6,25% do funcionalismo para Bernardo Rossi



BERNARDO ROSSI DIVULGA NOTA OFICIAL 

O governo eleito de Bernardo Rossi lamenta que esteja sendo informado pela imprensa do não pagamento do 13º salário de quase 12 mil servidores ativos e aposentados e pensionistas, uma despesa prevista no orçamento e que demonstra que há um caos financeiro instalado na administração pública municipal.  

A equipe de transição do governo eleito de Bernardo Rossi já vinha assinalando a previsão de falta de recursos em reuniões com atual gestão e por meio de pedidos oficiais de apresentação de documentos que mostrem a real situação financeira da cidade.

Franquear informações ao governo eleito é lei e existe justamente para que, no período de transição entre o governo que se encerra e a nova gestão, possam ser discutidas medidas que mitiguem déficits financeiros e também para que programas essenciais à população sejam mantidos.

A nova gestão assume em 1º de janeiro já tendo de arcar com 6,25% de reajuste do funcionalismo, aumento que foi adiado de julho -- data-base da categoria -- para o próximo ano, um aumento de R$ 2 milhões na folha que chegará a R$ 39 milhões.

A falta de manutenção de vencimentos já vinha sendo assinalada desde o ano passado quando foi votado o orçamento 2016  e este ano, mais uma vez, no processo de votação do orçamento para 2017, vereadores já apontam um rombo de R$ 60 milhões na folha de pagamento da saúde para o próximo ano.

A equipe de transição reitera que não apenas os servidores municipais perdem com a falta de pagamento. Perde toda a cidade, em especial o comércio, com menos R$ 37 milhões em circulação em dezembro.

Ainda que a atual gestão assuma que os salários dos dois últimos meses do ano serão quitados, a equipe de transição quer na quarta-feira (30.11), próxima reunião dos grupos de trabalho, que a administração de Rubens Bomtempo comprove, mediante previsão de receitas, que o salário de dezembro vai ser realmente depositado no dia 29, data prevista para sua quitação.

Também ressalta a equipe de transição que insistir em atribuir a má gestão municipal ao governo do estado, que foi mote de campanha do governo atual rejeitado pela população nas urnas, não contribui para a cidade se recuperar de sucessivas administrações equivocadas.