sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Família de Stefanini é condenada por morte; 'Justiça foi feita', diz delegado


Julgamento terminou nesta quinta-feira (17) em Petrópolis, no RJ.
Condenações foram por homicídio, ocultação de cadáver e fraude processual.

Pai, mãe e irmão de Stefanini Freitas Monken da Conceição foram condenados por homicídio agravado por motivo fútil, ocultação de cadáver e fraude processual no julgamento que durou dois dias e terminou na tarde desta quinta-feira (17), em Petrópolis, Região Serrana do Rio. O delegado que desvendou o caso, Alexandre Ziehe, ouvido durante o julgamento, afirmou que a "justiça foi feita". A família da jovem, na época com 18 anos, foi indiciada quando um exame de DNA confirmou que um osso encontrado no sítio em que a família morava era de Stefanini.


O pai de Stefanini, Celso da Conceição foi quem teve a maior pena entre os três. Ele foi condenado a 22 anos e 6 meses de reclusão, um ano de detenção e R$ 5 mil de multa. A mãe, Andrea Helena de Freita Monken, foi condenada a 12 anos e 6 meses de reclusão e 10 meses de detenção e multada, também, em R$ 5 mil. O irmão da jovem, Wesdra Freitas Monken da Conceição, terá que cumprir dois anos de reclusão e pagar R$ 5 mil em multa. Ele é o único, no entanto, que poderá recorrer da sentença em liberdade.



Provas caso Stefanini (Foto: Divulgação/Polícia Civil)

“A sensação é de dever cumprido. Agradeço a todos que contribuíram para que chegássemos a esse resultado e que mostrasse a verdade sobre o caso. Essas três pessoas não são uma família, são uma seita”, disse o delegado do caso, Alexandre Ziehe. O nome do delegado chegou a ser encontrado embaixo de imagens religiosas de um altar, juntamente com o número do processo do caso, em 2014, quando a família foi presa em um sítio em Itaipuaçu, no município de Maricá.

A sentença foi proferida pela 1ª Vara Criminal de Petrópolis. O julgamento de Stefanini começou na manhã desta quarta-feira (16), em Itaipava. Foram 24 testemunhas ouvidas, sendo 12 de defesa e 12 de acusação.

Entenda o caso
Stefanini foi dada como desaparecida em 30 de setembro de 2011, quando o pai avisou a polícia sobre o suposto sumiço da jovem. Na ocasião, ele disse que a filha foi vista pela última vez no terreno do Sítio Morro Florido, no bairro Estrada da Saudade, onde morava com a família. À época, a família espalhou cartazes pela cidade e chegou a promover campanhas com a intenção de encontrar a garota.

Até maio de 2014, Stefanini era tratada como desaparecida, mas novas provas deram uma reviravolta no caso, que passou a ser investigado como homicídio. O resultado do exame de DNA feito em um osso fêmur confirmou que a jovem estava morta. O pai confessou que a morte da jovem aconteceu “após um acidente”. No depoimento, ele também disse ter forjado provas contra o namorado da garota, a quem tentou incriminar, pois não aprovava o relacionamento do casal.
Duas pessoas, que chegaram a ser denunciadas por fraude processual e que eram vizinhas da família na época, não foram a juri popular pois o crime prescreveu. Já o outro suposto envolvido, tio da jovem morta, foi impronunciado porque não houve indícios suficientes de sua autoria ou participação no crime.

Via G1


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