Bernardo Rossi quer garantir que haverá recursos para manter em dia salários e os programas básicos à população



Na ordem de R$ 111 milhões, a quitação das folhas de pagamento de novembro, dezembro e do 13º salário dos servidores públicos foi um dos temas da equipe de transição do governo eleito de Bernardo Rossi em reunião nesta segunda-feira (21.11) com membros da atual administração. A previsão de arrecadação e recursos federais que podem ser usados nestes pagamentos foram pedidos pela equipe de Bernardo Rossi.  A terceira reunião das equipes será na segunda-feira, (28.11), às 15h, na Procuradoria do Município, esta com membros das secretarias de Fazenda e Administração, para tratar do assunto.

                São três pagamentos em sequência: o 13º salário (primeira parcela até 30 de novembro e segunda parcela até o dia 20 de dezembro), salários de novembro, até o próximo dia 30, e o salário do último mês do ano, a ser pago até o dia 29 de dezembro. Cada uma das folhas representa desembolso de R$ 37 milhões. São quase 11 mil servidores entre ativos, aposentados e pensionistas que aguardam os vencimentos para estas datas.

                “O governo Bernardo Rossi já inicia tendo de arcar com 6,2% de reajuste do funcionalismo que deveriam ser pagos pelo atual governo em julho, data-base da categoria, mas que foram adiados para janeiro; há um claro desequilíbrio das contas municipais com anúncio de venda de imóveis do poder público, ainda que isso não solucione a questão financeira imediata e nem a médio prazo e precisamos de garantias de que haverá recursos para manter em dia salários e os programas básicos à população”, afirma Renan Campos, coordenador do grupo de transição do governo Bernardo Rossi.
               
 Na segunda reunião de trabalho, a equipe de transição de Bernardo Rossi pontuou que não são apenas os compromissos a partir do dia 1º de janeiro que preocupam o novo governo, mas ações das últimas semanas do atual governo que podem impactar a gestão que se inicia em 2017.  Foi reiterado pedido de cumprimento da lei dando ciência ao governo eleito dos projetos encaminhados à Câmara de Vereadores.

                A atual administração solicitou mais 10 dias de prazo para entrega de documentos ao governo eleito como balancetes, relatórios de receitas e despesas, licitações e contratos tanto da administração direta quanto das companhias de economia mista e autarquias. As reuniões de trabalho passarão a ser semanais. O objetivo é tornar mais célere o acesso a documentos e informações e ter um diagnóstico da real situação financeira da prefeitura.