Trabalhador gasta 2h05m, entre ida e volta do trabalha gerando um prejuízo de R$ 398 milhões


Estudo da Firjan aponta que quase metade dos trabalhadores gastam, em média, 2h05 entre ida e volta do trabalho

O tempo perdido pelos trabalhadores de Petrópolis no trajeto casa-trabalho-casa gera um custo de R$ 398 milhões. De acordo com estudo divulgado pela Firjan, esse é o custo dos deslocamentos de 57,5 mil trabalhadores do município que levam mais de 30 minutos no trajeto de ida e volta para o trabalho, a chamada produção sacrificada. Esse número representa quase a metade (48%) do número total de trabalhadores em Petrópolis. Em média, cada um gasta 2 horas e 05 minutos por dia no trajeto de ida e volta.

Para a Companhia Petropolitana de Trânsito e Transportes (CPTrans), muito já foi feito e vem sendo feito no sentido de aumentar a fluidez do trânsito em todo o município desde 2013 – base para o cálculo da Firjan. “Mesmo antes da pesquisa o município já demonstrava a preocupação com a questão, e buscava soluções”, afirmou o órgão.

O estudo, que analisou o município com base em dados de 2013 (últimos disponíveis), mostra o que deixa de ser produzido devido aos mais de 30 minutos perdidos nesses deslocamentos. Apesar de o tempo gasto pelo trabalhador para ir e voltar do trabalho ter aumentado em 8 minutos, o custo diminuiu em relação a 2011, de R$ 412 milhões para R$ 398 milhões. Essa queda se deu, em especial, por conta da queda de 9,8% do PIB no período. O valor total da produção sacrificada representa 4,2% do PIB (Produto Interno Bruto) do município.

De acordo com a Firjan, a ausência de um planejamento urbano adequado resulta em forte desequilíbrio na distribuição de funções urbanas. Um dos principais problemas é a falta de infraestrutura para a atração de empresas e a oferta de postos de trabalho. Isso faz com que uma parcela expressiva da população tenha que fazer longos e demorados deslocamentos para a realização de atividades, causando impacto negativo na economia.

Medidas no trânsito

Entre as medidas destacadas pela CPTrans para melhorar a mobilidade urbana estão a transferência da Rodoviária do Centro para o Bingen, reduzindo o número de ônibus em circulação no Centro da cidade, e a criação de terminais de integração. Ainda ressaltou que promoveu mudanças pontuais no Retiro, em Bonsucesso (para impedir cruzamento de pistas, o que provoca retenção) e na ligação entre o Bingen e o Centro. E ainda lembrou que intensificou o patrulhamento na cidade – com orientação e reforço na fiscalização de estacionamento irregular e carros abandonados inclusive nas vias secundárias – e refez a sinalização horizontal e vertical.

A CPTrans ressalta, ainda, que “irá acompanhar as obras de recuperação da Estrada União e Indústria pelo Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), a fim de garantir o diálogo permanente entre os governos federal e municipal para que todas as intervenções para a melhoria da mobilidade urbana no trecho sejam realizadas. Também há previsão de duplicação de pontes e de urbanização e duplicação das ruas localizadas atrás do Parque Municipal para desafogar o trânsito no centro de Itaipava. Outra medida importante para melhorar o trânsito será a ligação Bingen-Quitandinha e a ampliação e estímulo ao uso do transporte alternativo, com a instalação de novas ciclovias e ciclofaixas”.


O município também tem projetos para a realização de outras intervenções, por meio do PAC Mobilidade. Entre eles, segundo a CPTrans, estão projetos para intervenções em pontos de retenção, como General Rondon e Duas Pontes. Eles já foram apresentados à Caixa Econômica Federal para aprovação. O município também tem projetos para Itaipava e espera a abertura de novo chamamento para o PAC Mobilidade, a fim de obter recursos para a realização das intervenções.


Recentemente a CPTrans em parceria com a Setranspetro criou o serviço "De Olho no Ônibus" - paineis instalados no Terminal do Centro que informam em tempo real o percurso e horário de saída e chegada dos coletivos.

Lupos

A Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento ressaltou que a revisão da Lei de Uso e Parcelamento de Solo (Lupos) prevê a descentralização e incentivos para que as empresas se instalem em outros pontos fora do Centro.

O município também foi o primeiro a criar a Lei de Incentivos Fiscais em 2003. Com a lei, o município garante isenção de IPTU e ITBI, por exemplo, além de diversas outras taxas por dez anos. Em contrapartida, a empresa se compromete a manter o quadro de funcionários e ainda a gerar novos postos de trabalho diretos e indiretos. A Lei estimula a geração de emprego e renda na cidade fomentando a economia e o desenvolvimento local. Segundo a secretaria, desde que foi criada, a lei já beneficiou mais de 260 empresas. Quase R$ 1 bilhão foi investido na cidade e mais de 20 mil empregos diretos e indiretos foram gerados.

Ações para desburocratizar a máquina também vêm sendo realizadas, de acordo com a pasta. A prefeitura simplificou e deu mais transparência ao processo o processo para legalização de empresas, reduzindo de 15 para três o número de documentos necessários para a abertura de um negócio. A prefeitura também inaugurou na última semana o Salão do Empreendedor, que ocupa uma área de 219 metros quadrados no novo Centro Administrativo municipal, na Avenida Barão do Rio Branco. No local, os interessados em abrir uma empresa encontram desde informações sobre a legalização das empresas até o licenciamento ambiental e de obras particulares.

A prefeitura também está desenvolvendo um aplicativo que disponibilizará informações sobre fornecedores e prestadores de serviços da cidade, facilitando a vida de quem precisa contratar um profissional, seja qual for a área, para seu negócio. Ele será chamado de “Contrata Petrópolis”.

NÚMEROS

Casa/Trabalho
R$ 398 milhões
Perda de produção por causa da demora entre casa/trabalho em Petrópolis
57,5 mil
Trabalhadores do município levam mais de 30 minutos para ir e voltar para casa
2h05min
Tempo gasto por dia no trajeto casa-trabalho-casa

Via Diário

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