segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Quem são os candidatos a vice-prefeito de Petrópolis

Conheça um pouco do que falam Baninho, Thiago Damaceno, Gastão Reis, Antoun e Sylvio Costa Filho



Em geral, o vice é visto como alguém que não tem muita função na política. Ele substitui o prefeito em eventuais ausências do chefe do Executivo municipal, mas isso acontece tão pouco – e quando ocorre, é por pouco tempo – que quase não é lembrado. Mas em Petrópolis, os candidatos a vice rejeitam ser meros coadjuvantes. Nas palavras deles e em diversas atividades de campanha, eles aparecem sempre ao lado do nome que encabeça a chapa e falam em contribuir ativamente para o governo.

Vereador em quatro mandatos, Baninho acompanha agora Bernardo Rossi (PMDB).
– Eu conheço Bernardo desde que fui vereador com ele por um mandato e meio, até ele sair para deputado. E para melhorar a nossa cidade. Conversei com ele e serei um vice atuante, não ser um vice de “acessório”. Vamos atuar, trabalhando, ajudando a buscar recursos para as comunidades. Um trabalho que a gente gosta de fazer e que já fazia quando era vereador – diz.
Atual líder do governo, Thiago Damaceno – único dos candidatos a vice que não é do mesmo partido do prefeiturável – credita a proximidade à indicação para andar ao lado de Rubens Bomtempo (PSB).

– Essa composição acabou acontecendo porque o Rubens, no início do mandato, quando me convidou para ser líder do governo, me colocou como principal proposta essa visão dele de que tinha essa responsabilidade de promover a renovação de quadros políticos, também poder oxigenar o grupo dele e, assim, poder ajudar nessa construção. Foi isso que me atraiu para fazer essa aliança lá atrás e aí a questão do convite para ser vice foi uma consequência desse processo – analisa.

Gastão Reis promete que fará com Serginho de Corrêas (PPS) um governo “à várias mãos”.
–Em primeiro lugar, acertamos com o Serginho de Corrêas de que esse vai ser um governo à quatro mãos. Rigorosamente, não serão apenas quatro, mas várias mãos. E em segundo lugar, justamente para tirar o “enfeite” do cargo de vice, é que a gente faça um trabalho, por exemplo, de ir com regularidade à Câmara municipal prestar contas dos atos do governo. O prefeito tem uma dificuldade de encaixar a agenda, mas isso é uma coisa que o vice pode fazer – diz.

O PT procurou na experiência de Antoun e na juventude de Yuri uma mescla para a campanha.
– Nós resolvemos fazer um chapa única do Partido dos Trabalhadores. Dentro da construção de uma política anterior lá dentro, nós tivemos afinidades, ele com um grupo jovem, eu mais vivido, mais experiente. E aí houve essa união natural. Surgiram alguns no partido, nenhum de fora, e dentre esses nomes, em comum acordo, eu demonstrei mais disponibilidade para me dedicar à campanha – explica.

No Psol, a presença de Sylvio Costa Filho era muito valorizada e a vinda dele como vice de Vinicius Mayo foi uma solução encontrada internamente.

– Eu estou na campanha para animar e também por causa da minha história, eu não sou político profissional, sou professor. E por amor a nossa cidade e por algumas ideia que a gente tem, fazer uma campanha diferente, mais do que vencer, trazer algumas teses novas, por isso decidi entrar na campanha – comenta.


Baninho

Para Baninho, o foco principal das propostas do PMDB nessa campanha é a geração de emprego.

– Temos um plano de governo e temos focado nos problemas que a cidade vem passando, principalmente na área do emprego. A gente sabe que é situação nacional, mas a gente vê cidade vizinhas, como Queimados, Três Rios, Volta Redonda, que tem dado certo, tem feito um trabalho bacana, tem articulação política com governo do estado, governo federal. E com isso, vem desenvolvendo, trazendo indústrias, dando incentivos fiscais. E é isso que a gente quer fazer – coloca.

Segundo ele, a contribuição dele será ouvindo as comunidades e buscando recursos.
– Posso trabalhar muito na busca por recursos. Como vereador, era muito batalhador, corria muito atrás. O vereador não realiza, ele fiscaliza e faz leis. Mas tem a prerrogativa de ir na comunidade, ver o que está precisando e pedir ao prefeito. E é isso que eu quero fazer: estar na comunidade presenciando e me reunindo com líderes comunitários, atendendo essas pessoas e correndo atrás de recursos – pontua.


Thiago Damaceno

Thiago Damaceno afirma que o governo, caso reeleito, vai dar prioridade para manutenção de direitos conquistados.

– A gente está atravessando um momento de crise. Então é sempre importante a gente frisar o nosso compromisso na manutenção de alguns direitos conquistados. Toda a nossa proposta de governo e para o futuro está baseada nessa questão do direito, do ser humano: direito à saúde, à educação, à habitação. Então a gente percebe que, em cada uma dessas áreas, é importante a reafirmar o compromisso com algumas coisas que a gente tem – garante.
Para ele, a melhor forma de ajudar é dividindo, efetivamente, a gestão.

– Atuar de fato não só como vice, no papel que está previsto nas leis, mas principalmente atuar junto com prefeito. É dessa forma que eu acredito e é dessa forma que a gente tem construído a nossa campanha. Que eu possa ter um papel de protagonismo junto ao Rubens, claro, respeitando o papel dele de prefeito, mas participando da gestão. Esses são os compromissos que a gente tem internamente e tem colocado isso junto à população – comenta.


Gastão Reis

O economista Gastão Reis ressalta que um eventual governo do PPS poderá fazer um secretariado voltado efetivamente para a população.

– A pergunta tradicional é “quem é o melhor candidato?”, que é legitima. Mas a pergunta correta seria “que candidato, se eleito, tem condições de montar um governo sem ter que se preocupar com dívidas de campanha?”. É justamente por não ter coligação que o PPS, se eleito, pode se dar ao luxo de montar uma equipe de trabalho eficiente sem se preocupar com esses arranjos políticos em que, geralmente, quem perde é a população – acredita.

A experiência como empresário, acredita, vai ajudar no enxugamento da máquina pública.

– Eu trago uma experiência que pode ser extremamente útil para o setor público, que hoje virou um empecilho para o crescimento do país. Ele cresceu demais e gasta demais. Então ele precisa encolher. Nesse sentido, a gente pretende enxugar a máquina, e posso dar a minha contribuição como empresário para tornar a máquina mais eficiente. E prestigiando o funcionário, tendo um sistema de treinamento permanente – afirma.


Antoun

Servidor público, Antoun diz um governo do PT faria um choque de gestão desde o primeiro dia.

– A gente vai começar pelo servidor, fazendo um choque de gestão. No dia dois de janeiro, teremos uma bela folha de dispensa dos cargos em comissão, que oneram demais a folha. E ali vamos começar a organizar as secretarias, as pessoas, colocar ordem na casa.

Provavelmente, temos algumas “teias de aranha” nos cofres públicos, e vamos ter que pensar em formas de arrecadação para deixar a casa em dia e para que nada falte – avisa.
Para ajudar, levaria o conhecimento nas leis do município que precisam de reformas para alavancar a cidade.

– Em 33 anos de casa, já vi muita água rolar debaixo da ponte. Eu posso aconselhar o prefeito, atuar em áreas que eu domino, como de legislações que precisam ser atualizadas. Muitas coisas não acontecem em Petrópolis porque nós temos uma Lei de Uso e Ocupação do Solo (Lupos), por exemplo, que está ultrapassada, um Código de Obras adequado à lei anterior, um código tributário que já está aí a muito tempo e ainda não foi atualizado – destaca.


Sylvio Costa Filho


Sylvio Costa Filho coloca como ponto central da proposta do Psol para a cidade maior participação popular.

– Um foco central é a questão da participação, da organização da sociedade. A gente está trazendo essa mensagem: nós não estamos trazendo soluções, a solução é a sociedade se organizar. Então temos que fazer uma gestão para a sociedade se organizar. Por exemplo, o “comitê de bairros”, que está no nosso programa de governo, seria para enfatizar que cada bairro deve ter o seu comitê e que vai trazer as demandas para a prefeitura. Como a associação de moradores, mas mais bem definida – explica.

O ator acredita que o setor em que atua, a cultura, pode fazer a diferença para a economia e a educação de Petrópolis.

– O meu enfoque, com a pergunta “que Petrópolis você sonha?”, tem haver com cultura para essa cidade. Eu acho que o grande mote para emprego, trazer o turismo, para a própria educação, o boom que essa cidade poderia ter é através da cultura. Meu sonho é que nós aproveitássemos esse potencial cultural que a gente tem e déssemos vida a isso. Petrópolis é um museu vivo. Que constantemente, e não só eventualmente, tivéssemos interação com os personagens que marcaram a cidade – fala.

Via Diário
Rômulo Barroso

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