Categoria recusa proposta e greve dos bancários é mantida na Serra do Rio


Em Petrópolis, Bradesco, Banco do Brasil e Caixa estão fechados. 
Reunião entre as categorias foi realizada nesta quarta-feira (28).

Os bancários recusaram a oferta de abono de R$ 3,5 mil, com mais 7% de reajuste, extensivo aos benefícios, feita pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) na reunião desta quarta-feira (28). Com a recusa, a greve continua e chega ao seu 23º dia nesta quinta-feira (29). Em Petrópolis, na Região Serrana do Rio, é mantido o rodízio na abertura das agências. O Bradesco performance fechado ao longo do dia. Os bancos públicos Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil estão fechados desde o primeiro dia de paralisação.

As outras cidades da Serra, que incluem Nova Friburgo, Teresópolis, Bom Jardim, Cachoeiras de Macacu, Cordeiro, Cantagalo, Trajano de Moraes, Santa Maria Madalena, Macuco, Sumidouro Carmo e Duas Barras, somam 67 agências fechadas e 930 bancários em greve. Em todo o país, segundo dados da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), 13.254 agências e 28 centros administrativos estão com as atividades paralisadas. A greve é considerada a mais abrangente da categoria.

Durante a negociação desta quarta, a Fenaban também propôs que a convenção coletiva dure dois anos, com garantia, para 2017, de reajuste pela inflação acumulada e mais 0,5% de aumento real. Em nota, a Fenaban disse que a proposta para 2016 "garante aumento real para os rendimentos da grande maioria dos bancários e é apresentada como uma fórmula de transição, de um período de inflação alta para patamares bem mais baixos".

“Querer mudar o modelo de acordo anual, durante uma greve que já dura mais de 20 dias, é algo delicado e demonstra, mais uma vez, o desrespeito e a irresponsabilidade da Fenaban e dos bancos com seus funcionários e seus clientes. Um acordo bianual deve ser construído com muito cuidado, para que os trabalhadores não corram nenhum risco de perdas de direitos ou desvalorização salarial”, explica o presidente do sindicato dos bancários de Petrópolis, Marcos Alvarenga.
Negociações

A categoria já havia rejeitado a primeira proposta da Fenaban - de reajuste de 6,5% sobre os salários, a PLR e os auxílios refeição, alimentação, creche, e abono de R$ 3 mil. A proposta seguinte, também rejeitada, foi de reajuste de 7% no salário, PLR e nos auxílios refeição, alimentação, creche, além de abono de R$ 3,3 mil.

Os sindicatos alegaram que a oferta não cobria a inflação do período e representa uma perda de 2,39% para o bolso de cada bancário. Os bancários querem reposição da inflação do período mais 5% de aumento real, valorização do piso salarial - no valor do salário mínimo calculado pelo Dieese (R$ 3.940,24 em junho) -, PLR de três salários mais R$ 8.317,90, além de outras reivindicações, como melhores condições de trabalho.

Atendimento

Em nota, a Fenaban lembra que os clientes podem usar os caixas eletrônicos para agendamento e pagamento de contas (desde que não vencidas), saques, depósitos, emissão de folhas de cheques, transferências e saques de benefícios sociais.
Nos correspondentes bancários (postos dos Correios, casas lotéricas e supermercados), é possível também pagar contas e faturas de concessionárias de serviços públicos, sacar dinheiro e benefícios e fazer depósitos, entre outros serviços.

Via G1 
Foto: Fabiana Lima/Inter TV