Lei da cerveja artesanal completa dois anos e faz mercado no estado crescer 150%



A lei da cerveja artesanal que concedeu benefício fiscal para produtores do estado completa dois anos em julho e foi determinante para que o mercado explodisse: de 12 pequenas e médias fábricas em 2013, hoje são mais de 70 no estado e pelo menos 18 delas em Petrópolis, cidade que inspirou a lei por ser o berço da cerveja, celebrar sua principal festa, a Bauernfest com a bebida que é tradição para os alemães, colonizadores da cidade, e ser um dos locais mais apropriados para a sua produção artesanal pela qualidade da água.  Indicação do deputado estadual Bernardo Rossi (PMDB) ao governo, a lei garante pelo menos três mil postos de trabalho e consolida a Região Serrana como rota cervejeira oficial do estado trazendo eventos como o Deguste, feira mensal que neste sábado é realizada em edição especial a partir das 11h no Palácio de Cristal marcando o lançamento da Bauernfest 2016.

“O programa de incentivo à indústria cervejeira artesanal no Estado nasceu em Petrópolis. Isso é uma vitória para a cidade que deve explorar ainda mais o segmento. O ICMS baixou de 25% para 13% para todas as empresas que produzirem até três milhões de litros por ano. Isso garante também qualidade ao setor”, aponta Bernardo Rossi, que comemora a explosão de cervejas especiais no Estado que, em três anos, ampliou 150%, bem superior ao crescimento no país, de 80%. “É a prova do acerto do incentivo que beneficiou todo o Rio de Janeiro, mas que em Petrópolis movimenta ainda o turismo gastronômico”, completa.

Em quatro edições, a Deguste, que reúne cervejarias artesanais de Petrópolis uma vez por mês na Praça Visconde de Mauá já recebeu pelo menos 16 mil pessoas.  “A Bauernfest em sua última edição também teve a presença das artesanais e as grandes marcas industriais também tiveram de oferecer as especiais para fazer frente à qualidade que o público comprovou e passou a exigir”, considera Bernardo Rossi.

A cerveja artesanal se difere da comum em todo o processo produtivo, primando pela pureza de matéria prima e pelas diversas possibilidades de estilos, sabores e aromas que podem fabricadas.  O consumo da cerveja artesanal vai à contramão do que a indústria de larga escala propaga: consumo desenfreado do produto. Ao contrário, o fabricante artesanal prega “beber menos e beber com qualidade”. A cerveja artesanal é um produto de degustação. A sua qualidade é preservada em produção de pequena escala e é uma bebida de público diferenciado.

“Petrópolis tem o desafio de se transformar na capital da cerveja artesanal, uma atividade que já está influenciando no turismo e gerando emprego e renda”, pontua Bernardo Rossi.

 A reboque do incentivo à produção, os pontos de venda de cervejas especiais apenas na Região Metropolitana do Rio saltaram de 250 para 580 em dois anos.  E os produtos de Petrópolis estão sendo oferecidos nestes pontos de venda. A previsão do mercado também é animadora: de 350 microcervejarias, que faturam R$ 2 bilhões ao ano, estima-se que em 20 anos no país a soma seja de 2.500 pequenas fábricas.

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