segunda-feira, 6 de junho de 2016

Festival Solstício do Som é aberto com apoio da Justiça em Petrópolis



A abertura do Festival Solstício do Som em Petrópolis, na Região Serrana do Rio, que aconteceu neste domingo (6), contou com a presença do juiz Jorge Luiz Martins, que concedeu autorização para a realização do evento. A determinação da 4ª Vara Cível foi necessária porque o festival, programado para ter início na quarta-feira (1º) na Praça Visconde de Mauá, foi barrado pela Polícia Militar devido a problemas no documento “nada a opor”.

A documentação emitida pela PM autorizava que o festival começasse apenas no dia 12. Segundo o tenente-coronel Eduardo Castelano, comandante da PM, os organizadores não cumpriram o prazo para dar entrada na documentação, processo que precisa ser feito com 40 dias de antecedência. Segundo a própria organização, a solicitação foi feita com margem de 30 dias.

"Moramos em um país onde a livre expressão artística é garantida pela Constituição, independente de censura ou licença. Corremos atrás da obtenção desse direito que nos garantiu, mesmo com atraso, dar seguimento à programação. A maior frustração é realmente em relação às bandas que não puderam se apresentar e aos menores de idade, que por conta da determinação da Vara da Infância ainda estão excluídos", disse João Felipe Verleun, um dos organizadores do evento.

Segundo João Felipe, o festival colabora com o desenvolvimento de jovens "por inspirá-los a se aproximar da atividade cultural e oferecendo-lhes essa opção de lazer na cidade onde vivem".

O primeiro dia de Solstício do Som foi marcado pela apresentação das bandas Verbara, Clashing Clouds e Hometown Blues, além de aula pública. A programação desta segunda-feira (6) conta com Guga Stuart, a partir das 19h, e Sons of Haze, às 20h. O evento terá ainda aula pública com o tema "Musicalizando a escola: quando as palavras dançam", ministrado pela jornalista Carla Magno, às 16h.
Organizadores buscaram a Justiça

Após a proibição da PM, a organização entrou com um mandado de segurança com o objetivo de conseguir uma liminar da Justiça. O grupo usou como base o artigo 5º da constituição, uma vez que é um evento gratuito, com cunho social e de expressão artística. A decisão foi recebida pelo grupo no domingo (5).

O evento possui autorização do Corpo de Bombeiros, da Prefeitura e do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, o Iphan.

fonte: G1

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