Bernardo Rossi propõe programa para estimular “condomínios inteligentes”



Para estimular a sinergia entre empresas e centros universitários e ainda a expansão de negócios tecnológicos, o deputado estadual Bernardo Rossi (PMDB) está apresentando à Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) o Programa Estadual de Incentivo à Formação de Condomínios Inteligentes.  A meta é estabelecer parceria com os municípios para oferecer, em conjunto, vantagens para que as empresas do setor se estabeleçam em condomínios compartilhados.

“Petrópolis vai ser diretamente beneficiada pela proposta. O Parque Tecnológico Sophia Antipolis, criado em 69, na França,  hoje com 1.400 empresas e 30 mil empregados voltados para área de inovação continua sendo a inspiração para os modelos aplicados no mundo todo, inclusive para a Petrópolis Tecnópolis”, exemplifica Bernardo Rossi, indicando que o polo da Cidade Imperial e de outras cidades fluminenses pode ser alavancado com estímulo governamental na forma de infraestrutura e apoio. “A ideia é que o programa que estamos propondo cumpra este papel”.

Pela proposta, deve ser estimulada a construção de condomínios empresariais voltados para a tecnologia e que eles também prevejam áreas de moradia, além de escritórios e espaços empresariais. A intenção é que sejam criados principalmente nas áreas de entorno de universidades como forma de abrigar estudantes residentes, empresas iniciantes da área tecnológica e outras já consolidadas e que estejam interessadas no ambiente de sinergia entre universitários e negócios que estejam começando.
Bernardo cita o potencial de Petrópolis na área. A partir de um estudo de 1999, da Federação das Indústrias do Estado do Rio (Firjan), identificou-se uma nova vocação econômica para a cidade calcada na tecnologia. Hoje, elas estão em parte no tecnopolo do Quitandinha e pulverizadas em outros centros e precisam de mais sinergia com o próprio segmento.

As concentrações urbanas ainda dividem as funções espaciais em trabalho, lazer e moradia. Nos parques tecnológicos avançados há esforços para que regiões sejam planejadas com um conjunto de funções básicas para os cidadãos para quesejam realizados em um  mesmo local.  “A tendência mundial em parques tecnológicos é que no futuro haja oferta de moradias para altos executivos e prestação de serviços diversos com o conceito “smart regions” (regiões inteligentes). Os condomínios inteligentes têm parte destas características e podem ser estimulados por um programa estadual”, aponta Bernardo Rossi.


Tecnologia em Petrópolis tem faturamento de R$ 750 milhões

Com faturamento anual de R$ 750 milhões - com 228 empresas instaladas que geram dois mil empregos diretos - a tecnologia é um dos segmentos importantes para o desenvolvimento de Petrópolis.  Âncora do projeto de desenvolvimento do polo tecnológico da cidade, o Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC), agora detentor do maior supercomputador da América Latina, o Santos Dumont, tem a companhia de gigantes do setor como a Orange e de inovadoras como a Excellion, laboratório de células-tronco. O parque tecnológico do Quitandinha, hoje com 13 empresas e vizinho do LNCC, pode ser ainda maior e mais desenvolvido com o programa estadual de incentivo aos conglomerados inteligentes.

Infraestrutura de telecomunicação avançada é um dos requisitos para que o polo tecnológico de Petrópolis cresça. Investimento em banda larga e fornecimento de energia elétrica são premissas básicas. “E isso o poder público pode intervir”, aponta Bernardo, assinalando ainda que a cidade, com um centro universitário de excelência de mais de seis mil estudantes e a mão de obra qualificada, cumpre também exigências inerentes à formação de todos os polos tecnológicos de sucesso no mundo.

“Nossa cidade precisa de mais apoio na área e todo o estado pode ser beneficiado com o programa. Hoje, temos parques tecnológicos em várias regiões, que formam grandes estruturas agregadas, com empresas âncoras de grande porte e instituições de ensino superior e tecnólogos. A intenção é que os condomínios inteligentes, que podem ser de menor porte, estejam em sintonia com estes parques quando houver esta oportunidade ou que sejam oásis de tecnologia em cidades onde os grandes parques não estão instalados, mas que haja centros universitários com cursos na área”, defende Bernardo Rossi.


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