Petrópolis perdeu 392 vagas de emprego formais entre janeiro e abril deste ano

Eric Andriolo - ericandriolo@diariodepetropolis.com.br


Petrópolis perdeu 392 vagas de emprego formais entre janeiro e abril deste ano, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho. Nos últimos 12 meses, a perda de empregos foi de 1.983. Em abril, o saldo foi negativo em 124 postos de trabalho. Esse resultado puxou para baixo o saldo da micro região serrana, que fechou negativo (-155). Resultados também foram negativos no estado do Rio de Janeiro (-11.754) e no país (-62.844). Os dados foram divulgados pelo ministério na quarta-feira (27).


As maiores variações em abril foram nos setores da Indústria de Transformação, Construção Civil, Comércio Varejista e Serviços. Os números estão na tabela ao lado. A ocupação com melhor resultado foi a de servente de obras, com saldo de 109 postos, refletindo o resultado positivo da Construção Civil. A ocupação que mais demitiu foi a de vendedor de comércio varejista. Foram 252 demissões a mais que as contratações, também refletindo o resultado ruim do setor.


Mas para os sindicalistas e empresários, as análises do momento ainda são negativas, mesmo em setores que tiveram dados positivos. Para o presidente do Sindicato da Indústria de Construção Civil, Ricardo Francisco, a notícia de contratações foi surpresa:


- Não está ocorrendo tudo isso. A gente não sabe se o serviço público contratou, e por isso gerou esses empregos. Mas esse mês ainda houve demissões. A situação está ruim para o setor e a expectativa é que só em setembro vá começar a melhorar.


No setor têxtil e de vestuário, que perderam 200 vagas, também prevalecem os problemas. Na produção de tecidos a situação está estagnada. O presidente do sindicato dos trabalhadores, Wanilton Reis, disse que, se as 200 demissões tivessem ocorrido na indústria “ela teria acabado” na cidade.


Elas ocorreram muito mais na confecção de vestuário. O sindicalista Jorge Luiz Mussel, presidente do sindicato do vestuário de Petrópolis (Stivestuário) disse ao Diário que essas demissões ocorrem todos os meses, e que a falta de contratações piora o quadro:


- Houve mais demissões sim. Nessa indústria sempre existe uma demissão de cerca de 100 trabalhadores por mês. O nível se mantém o mesmo se as contratações não acompanharem esse ritmo.
Além da recessão econômica, Mussel também enumera outros problemas do setor, que têm a ver com o modelo de negócio adotado pelas empresas:


- Preferem trabalhar com facção. Esse é o principal problema hoje. Para reduzir custos, chamam a pessoa para trabalhar em casa, irregular, sem carteira. Com isso, não contrata mais pessoal, não renova o maquinário – disse o sindicalista.

fonte: Diário de Petrópolis

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