sexta-feira, 13 de maio de 2016

Com 228 empresas e faturamento anual de R$ 750 milhões, setor de TIC tem potencial de crescimento em Petrópolis



Com 228 empresas instaladas que geram dois mil empregos diretos e alcançam um faturamento anual de R$ 750 milhões, a Tecnologia da Informação e Comunicação é um dos segmentos importantes para o desenvolvimento de Petrópolis. Secretário de Estado de Ciência e Tecnologia, Gustavo Tutuca, em visita nesta quinta-feira (12.05) à comunidade tecnológica confirmou a vocação da cidade em TIC e apontou que investimentos públicos em infraestrutura para acompanhar os investimentos privados farão o segmento se expandir. O estreitamento da pasta de Ciência e Tecnologia com o setor em Petrópolis é uma proposição que Bernardo Rossi, deputado estadual licenciado, levou a  Gustavo Tutuca. Eles conheceram o supercomputador Santos Dumont, no Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC) e visitaram o condomínio tecnológico do Quitandinha onde estão instaladas 13 empresas, algumas de grande porte e expertise em suas áreas como a Orange e a Excellion, laboratório de células-tronco.

“A TIC não requer grandes áreas como alguns setores industriais e é um mercado promissor que pode atrair inúmeras empresas para Petrópolis. A cidade não tem terreno necessário para atrair grandes indústrias, mas tem capacidade de atrair empresas de tecnologia que demandam investimento em conhecimento e têm muito a oferecer à cidade”, aponta Gustavo Tutuca, frisando ainda que os recentes investimentos no LNCC são uma âncora para novos empreendimentos. “O maior supercomputador da América Latina sediado em Petrópolis, com capacidade de processamento de alto desempenho, torna o município ainda mais atrativo para esse setor”, avalia o secretário de estado de Ciência e Tecnologia.

Para Bernardo Rossi, Petrópolis pode se tornar o eixo da tecnologia em todo o estado. “Já temos esse grande equipamento, que supera qualquer outro em toda a América Latina. Agora temos que atrair essas empresas para transformar Petrópolis em um grande polo de tecnologia. São empresas que geram grandes receitas, usam a mão de obra da cidade e pagam bem. Certamente a tecnologia é uma forte ferramenta para o desenvolvimento de Petrópolis”, considera.

“O grande objetivo do supercomputador é contribuir em programas de pesquisa e desenvolvimento e certamente, com isso, ele vai atrair grupos de pesquisadores de diversas cidades para Petrópolis, contribuindo no desenvolvimento da cidade. Além de termos essa ferramenta de alta capacidade, formamos na pós-graduação que temos aqui no LNCC profissionais capacitados para atuarem em qualquer supercomputador do mundo”, demonstrou Augusto César Gadelha Vieira, diretor do LNCC.
O deputado estadual licenciado destacou ainda Petrópolis como polo universitário com seis mil alunos em instituições como UERJ, UFF, Estácio, Fase, UCP, Instituto Superior de Tecnologia, Faeterj, Cefet e CVT.  “ Hoje, mais de 90% da mão de obra de empresas de TIC são de Petrópolis. Com mais empresas temos de ampliar este número de postos de trabalho”, considera Bernardo Rossi.
A visita à comunidade tecnológica de Petrópolis foi acompanhada  ainda pelo presidente da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Rio de Janeiro (Faperj), Augusto Raupp; pelo presidente da Câmara de Vereadores, Paulo Igor; pelo vereador Maurinho Branco e representantes de empresas de TI instaladas em Petrópolis como Jorge Paiva, diretor da Orange e Sandro Gatto, da Atma Soluções, presidente da Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação (Assespro RJ). 

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