Estudantes ocupam Colégio D. Pedro II, em Petrópolis, no RJ



Cerca de 100 estudantes ocupam na manhã desta segunda-feira (18) o Colégio Estadual D. Pedro II, em Petrópolis, Região Serrana do Rio. O ato é pacífico e acontece em protesto ao sistema de Educação no Estado. Segundo a Associação Petropolitana do Estudantes (APE), o ato será mantido até que um representante do Governo do Estado dialogue com o grupo.

A decisão pela ocupação aconteceu na manhã desta segunda-feira após a votação dos alunos da unidade em uma assembleia. Entre as pautas elaboradas e que serão discutidas pelos estudantes estão a reformulação do ensino médico, a democratização do ensino, melhores condições de infraestrutura, o passe-livre irrestrito, as eleições para a diretoria da escola e o apoio aos professores.

“Além disso, lutamos pelo fim da Saerj (Sistema de Avaliação da Educação do Estado do Rio de Janeiro), uma prova que tem como objetivo avaliar o desempenho do estudantes, mas que não é justa, já que os alunos não têm o mesmo conteúdo da prova aplicado em sala de aula”, reclama a presidente da APE, Caroline Chavazzoli.

Estudante do 2º ano no D. Pedro II e diretor de Grêmio da APE, Ivan Rodrigues diz que a intenção do grupo é utilizar o diálogo para resolver questões que envolvem a rotina dos estudantes. Ele acredita que os alunos são os principais prejudicados pela a atual situação do estado.

“Estamos nos organizando de forma ordenada. Ficaremos lá por tempo indeterminado e dividiremos os estudantes em dormitórios para os dois gêneros. Vamos ainda nesta segunda conversar com os professores, principalmente os grevistas, para que voltem a dar aulas pelo menos aos estudantes do 3º ano do ensino médio, que são os principais prejudicados com a paralisação. Eles têm o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) pela frente e precisam estar preparados para a prova”, declarou.

Por meio de nota, a Secretaria de Estado de Educação informou que os casos específicos de cada unidade escolar serão analisados após a desocupação. A secretaria disse ainda que “visando a maior participação estudantil nas decisões escolares, se compromete a conversar com a direção da unidade escolar para que organizem o grêmio estudantil e fortaleçam os conselhos escolares”.

Ainda de acordo com a nota disse, uma equipe será encaminhada para avaliar as reivindicações dos alunos. Em relação ao currículo, a Seeduc esclareceu que há uma discussão nacional em andamento que prevê a elaboração de uma Base Nacional Comum Curricular. E sobre o Saerj, o governo informou que já deu esclarecimentos sobre a importância do programa.

A reportagem do G1 entrou em contato também por telefone com a diretoria da unidade educacional, mas ninguém atendeu as ligações. O G1 aguarda ainda um posicionamento do Sepe, sindicato que representa os professores.

fonte: G1