Delegacias de Petrópolis, RJ, só registram casos graves



As delegacias de Petrópolis, na Região Serrana do Rio, atendem apenas casos de violência e extrema violência, segundo os delegado titulares da 105ª DP, Alexandre Ziehe, e da 106ª DP, Ney Loureiro. O esquema começou nesta sexta-feira (8). Os motivos são a falta de insumos para o trabalho, além da greve dos funcionários terceirizados. A orientação é que os demais boletins de ocorrência sejam realizados pela internet, através do link.

Segundo Ziehe, desde setembro de 2015 a quantidade de material enviado pelo estado para o trabalho vem diminuindo, mas nas últimas semanas a situação chegou a um ponto crítico. A única impressora que funcionava na delegacia do Retiro parou de funcionar, impossibilitando a impressão de comunicados a juízes, autorização para remoção de cadáver ou uma guia de corpo de delito, por exemplo.

“É uma situação que parece absurda, mas que vai além disso: estamos sem resma de papel, sem toners, com duas impressoras paradas porque não fizeram manutenção e o combustível dos carros foram restringidos, além da falta manutenção dos mesmos. As atendentes que realizam o primeiro atendimento estão em greve por falta de pagamento, o síndico também e a faxineira só vem porque estamos pagando dos nossos bolsos”, afirmou Ziehe.

Na 106ª Delegacia de Polícia, em Itaipava, a situação não é diferente. Segundo Loureiro, apenas 10% dos casos estão sendo atendidos. Das duas impressoras, uma está parada há três meses e a outra tem apenas 5% do toner.

“Antes tínhamos um problema com folhas, mas acabávamos fazendo uma 'vaquinha' ou recebendo papel de outras instituições, mas agora, além delas, tem a questão da impressora. Elas são locadas, mas como o estado não pagou a empresa, não há manutenção e nem reposição de toner. Além disso, como todo o sistema é interligado, nem se quisermos comprar uma impressora para colocar no lugar resolveria o problema. A situação é muito delicada”, lamentou o delegado.

Segundo Loureiro, a prioridade na 106ª DP são os casos que envolvem roubos de veículos – pois sem o registro, não há como considerar o carro roubado; acusações, já que é necessário que a pessoa assine quando aponta um culpado; mandados de prisão, pois é necessário emitir documentos para juízes; e lesão corporal.

Fonte: G1

Comentários

Dina disse…
Isso é um absurdo! Daqui a pouco vão dar estilingue para a polícia, por falta de verba pra comprar munição.