quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Romário perde a presidência do PSB no Rio para Rubens Bomtempo



Quando Romário decidiu entrar na disputa pelo senado sinceramente fiquei tentado (não escrevo sobre política nacional e estadual), a escrever sobre sua “ingenuidade”. 

Chega a ser controverso ver um artilheiro reconhecido pela astúcia acreditando que poderia sonhar com voos mais altos e reconstruir sua já desgastada imagem (minha opinião), sem arranhar a vaidade e atrapalhar projetos de poder em andamento dentro e fora do seu do Partido Socialista Brasileiro. 

A ponta do iceberg foi o caso do “erro da Veja” onde Romário divulgou nota de um banco suíço, que nega conta com US$ 7,5 milhões. A revista reconheceu o erro e publicou pedido de desculpas ao senador.

O ex-jogador marrento confundiu o cenário político com um campo de futebol, na política ser arrogante é um “privilégio” para poucos no cenário nacional, quem não pertence às oligarquias precisa iniciar a vida política como um soldado. Poucos são exceção à regra. 

Em Brasília, caciques eleitos com alguns milhares de votos mandam e desmandam muito mais que “Romários e Tiriricas da vida”. Parafraseando o grande filósofo Capitão Nascimento: O sistema é foda! 

O senador não aprendeu a fazer a dança da chuva e foi destituído da presidência do partido no Rio na tarde desta quarta-feira. A Executiva Nacional decidiu intervir no diretório estadual após a revelação, feita pelo jornal O GLOBO, de que o assessor parlamentar Wilson Musauer Júnior, lotado no gabinete de Romário e tesoureiro do PSB no estado, é acusado de cometer quatro crimes.

A decisão foi do presidente do PSB, Carlos Siqueira, que enviou uma carta ao senador e ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ) comunicando a decisão. Além de Romário, mais cinco membros da executiva nacional deixaram os cargos.

Para quem pensa que estou defendendo Romário, engana-se! Em minha modestíssima opinião, Romário é na política uma criação de marketing. Nada mais. Mostrou grande inabilidade ao conduzir acordos políticos de interesse nacional sem o aval do comando do partido visando interesses políticos menores. 

Com a mudança na direção do partido no Rio, o prefeito de Petrópolis, Rubens Bomtempo, que ocupava a vice-presidência, assumiu a presidência de uma comissão provisória. Ainda não há data para uma nova eleição da executiva.


Sobre Bomtempo 

Como um apaixonado pela política, faz alguns anos que admiro a capacidade de articulação do prefeito Bomtempo superada apenas pelo ex-prefeito Paulo Rattes. O chefe do executivo municipal foi o coordenador de Eduardo Campos, e após sua trágica morte, de Maria Silva na disputa pela presidência no Rio. Bomtempo teve chances reais de assumir um ministério em caso de vitória. 
Mais uma vez agraciado pelo destino o prefeito chega a uma posição de destaque na política estadual. Como aconteceu com Rattes, a “sorte” ou “destino”, como você preferir, já pode ser considerado no currículo de Rubens Bomtempo.

Para a população petropolitana uma esperança, quem sabe com os olhos da imprensa nacional voltados para nossa cidade algo de bom aconteça por aqui. Vamos aguardar. 

Matéria com informações e links do jornal O Globo.







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