Mobilização contra instalação de transbordo de lixo em Corrêas




Na manhã deste sábado (14/11) moradores de Corrêas participaram de abaixo assinado contra a instalação de um transbordo de lixo na região. A empresa Locar já alugou o espaço, onde funcionava a empresa Montreal Engenharia, e que, mais recentemente, abrigava as garagens das empresas de ônibus urbanos do município.

O espaço seria utilizado para transferência do lixo dos caminhões coletores para as carretas e então transportados para outras cidades. O vereador Silmar Fortes (PMDB), integrante da Comissão de Meio Ambiente da Câmara, falou sobre os perigos do terreno abrigar um transbordo. “Temos que nos mobilizar, pois a Comdep confirmou que havia a possibilidade da instalação de um transbordo no local que fica próximo ao rio, o que poderia trazer sérios impactos ambientais. Quando abordo a questão ambiental me refiro à poluição, ao chorume. Quem vai controlar esse ambiente? Além de estar situado entre a Estrada União e Indústria e o Rio Piabanha, o espaço está próximo de várias moradias, escolas, hospitais, hotéis, pousadas e estabelecimentos comerciais. Isso afetaria diretamente a vida de quase 40 mil moradores desta região, localidades como Bairro da Glória, Caititu, Bonfim, Estrada Mineira e Castelo. A população de Corrêas não quer lixo, quer qualidade de vida”.

O Pastor da Igreja Pentecostal Viva, Sérgio Murilo, destacou as ameaças que um transbordo poderia causar à saúde dos moradores. “A população que mora próximo ao terreno vê suas casas serem invadidas pela água a cada chuva forte. Com a instalação do transbordo de lixo essas pessoas poderão contrair doenças. Já atuei em comunidades que trabalham em lixão e sei do impacto que isso traz à saúde da população”.

O economista Gilberto Rodrigues também esteve na Praça de Corrêas e questionou a escolha do local do transbordo. “Temos vários outros espaços para abrigar um transbordo de lixo, por isso, acredito que não deveriam nem ao menos cogitar a possibilidade de instalação de uma atividade como essa num espaço urbano densamente povoado.”
Silmar ressaltou que medidas já foram tomadas para que a instalação do transbordo na região não seja consolidada. “Encaminhamos ofícios para a Locar, Comdep ,Secretaria de Meio Ambiente, Inea e Ministério Público, que acatou a denúncia e abriu um inquérito. Já houve uma reunião entre o Ministério Público, Locar e Secretaria de Meio Ambiente, da qual eu solicitarei a ata. Na quinta-feira (19/11) às 19h teremos uma reunião na Igreja Pentecostal Viva quando agendaremos uma Audiência Pública para discutir essa questão do bairro com a Comissão de Meio Ambiente da Câmara. Convido as lideranças comunitárias, igrejas empresários e demais instituições que queiram colaborar com Corrêas”.