Bernardo Rossi pede campanha para incentivar vacinação contra vírus de causa câncer do útero



Para incentivar adesão à vacinação contra o câncer do colo de útero, o deputado estadual licenciado Bernardo Rossi (PMDB) está oficiando a Secretaria de Estado de Saúde pedindo uma campanha de conscientização da importância da imunização. A adesão à segunda dose no estado do Rio é menor que 45% do público alvo. Em Petrópolis, apenas 38% das meninas na faixa etária recomendada peara a imunização já procuraram os postos de saúde este ano. Bernardo é autor da lei que determinou a vacinação no Estado do Rio e que inspirou a iniciativa do governo federal expandida para vacinação em massa pelo SUS em todo o país.

“É preciso lembrar que não é uma campanha sazonal. A vacinação é permanente e já está prevista na caderneta de vacinação das adolescentes. A vacina protege contra quatro subtipos de HPV, sendo dois responsáveis por 70% dos casos de câncer do colo do útero, que é a terceira causa de morte de mulheres no Brasil”, afirma Bernardo Rossi.  

A Lei 6.060/11 de Bernardo Rossi e Rafael Picciani, também deputado estadual licenciado, instituiu o programa de vacinação no Rio de Janeiro. Outros Estados, inspirados na iniciativa do deputado petropolitano, também estabeleceram legislação para vacinar contra o HPV o que pressionou o governo federal a estabelecer o programa em todo o território nacional. Em 2014, o primeiro ano da campanha, que é a maior já realizada no mundo, 4,3 milhões de adolescentes em todo o país foram imunizadas. Autor da lei estadual pioneira no país, Bernardo Rossi foi convidado pelo governo do Estado e participou, em março de 2014, na capital, do primeiro dia de vacinação.

“Na ocasião. Acompanhei o depoimento, emocionado, de Adilson do Nascimento, que levou a filha de 12 anos, a primeira a ser vacinada no Estado. Ele contou que perdeu a irmã, de apenas 37 anos, vítima de câncer no útero e que queria ver a filha livre da doença. A vacinação é mesmo um marco na saúde preventiva da mulher”, destaca Bernardo Rossi.

No Estado do Rio estão disponíveis 371 mil doses de vacina para meninas entre 9 e 11 anos. Em Petrópolis, são quase 7 mil doses que podem ser aplicadas nos postos de saúde e principalmente no Instituto da Mulher, da Criança e do Adolescente, o antigo Centro de Saúde que funciona de segunda a sexta, de 7 às 17h na Rua Santos Dumont, 100. Além da segunda dose, que começou a ser aplicada este ano, também está disponível a primeira dose da vacina para as meninas que entram na faixa etária indicada.

“As mulheres são força de trabalho e chefiam muitos lares. Elas têm de estar imunizadas para chegar à vida adulta livre da doença que é dolorosa e com tratamento penoso. É importante para a saúde da mulher e para toda a família. A vacina existe, está disponível de graça e então é preciso haver a conscientização”, aponta Bernardo Rossi. “O PMDB Mulher de Petrópolis foi para as ruas incentivando o início da campanha e queremos que a conscientização ocorra em larga escala em nosso Estado”, completa.

                O câncer do colo do útero é o terceiro tipo que mais mata mulheres no Brasil, atrás apenas do de mama e de brônquios e pulmões. Em 10 anos, o  número de mortes por câncer do colo do útero no país aumentou 28,6%. São registrados mais de cinco mil mortes por ano de acordo com levantamento do Instituto Nacional do Câncer (Inca). Mais de 15 mil novos casos surgem por ano no Brasil.

A vacina protege, em até 98,8%, contra quatro subtipos do HPV, sendo que dois deles são responsáveis por cerca de 70% dos casos de câncer de colo de útero em todo o mundo. A vacinação é dividida em três doses: depois de receber a primeira, a adolescente volta ao posto de saúde após seis meses para a segunda dose. A terceira etapa deve ser aplicada depois de cinco anos.